Depoimentos contraditórios levam justiça a soltar jovens acusados de roubo no Rio

As contradições nos depoimentos do policial militar reformado Carlos Alberto de Jesus e de sua esposa, Josilene da Silva Souza, mudaram o rumo das investigações sobre um suposto assalto na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso, que terminou com o universitário Igor Melo de Carvalho baleado, levou à prisão dele e do motociclista de aplicativo Thiago Marques Gonçalves, mas ambos foram soltos após audiência de custódia.

Foto: Divulgação.

A versão apresentada pelo casal à polícia divergiu em dois momentos. No primeiro depoimento, Carlos Alberto afirmou ter atirado em Igor porque o jovem teria sacado uma arma. No segundo, disse que apenas viu um movimento na cintura da vítima, sem visualizar nenhuma arma. A esposa dele também modificou sua declaração, primeiro alegando que viu Igor sacar um revólver e, depois, afirmando que notou apenas um volume suspeito.

Outro ponto de inconsistência foi o horário do crime. Josilene declarou inicialmente que o assalto ocorreu por volta das 23h de domingo (23), mas depois apresentou mensagens enviadas do próprio celular para a filha às 1h14 da madrugada de segunda-feira (24), indicando que ainda estava com o aparelho. Câmeras de segurança reforçaram a contradição, mostrando que Igor saiu do trabalho apenas às 1h30.

Justiça reconhece erro e solta acusados

Diante das evidências, a juíza Rachel Assad da Cunha, da 29ª Vara Criminal da Capital, determinou a soltura de Igor e Thiago, apontando que foram possivelmente confundidos com os verdadeiros autores do crime. A magistrada também encaminhou o caso à Promotoria de Investigação Penal e à Corregedoria da Polícia Militar para apuração da conduta do PM reformado.

Igor segue internado em estado grave após ser baleado. Thiago, que chegou a ser levado para o presídio de Benfica, deixou a prisão emocionado e relatou ter vivido “as piores horas de sua vida”. Ele afirmou que, mesmo ajoelhado na delegacia, a esposa do policial o acusou do crime.

As investigações continuam e a polícia tem 30 dias para concluir o inquérito. Imagens de câmeras e registros do aplicativo de transporte estão sendo analisados para esclarecer o que de fato ocorreu na noite do crime.

Com informações do G1.

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