Em um acordo de delação premiada firmado com a Polícia Federal, o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, comprometeu-se a colaborar com as investigações sobre crimes em que tenha participado ou tenha conhecimento, envolvendo o ex-presidente e outros investigados. O sigilo do acordo foi retirado pelo STF no dia 19 de fevereiro de 2025.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Em troca de sua colaboração, Cid solicitou a redução de sua pena para, no máximo, dois anos de prisão, o perdão de suas condenações, a devolução de bens e valores apreendidos e a extensão dos benefícios para sua família, incluindo pai, esposa e filha mais velha. Além disso, ele pediu garantia de segurança para ele e seus familiares. Caso o acordo seja rescindido por qualquer falha de Cid, esses benefícios podem ser revogados, mas as informações fornecidas permanecem válidas.
Cid também se comprometeu a fornecer todos os documentos e arquivos relevantes para as investigações, revelar os nomes de envolvidos nos crimes e colaborar com a Polícia Federal na análise de documentos e depoimentos. Ele se comprometeu, ainda, a abandonar qualquer atividade criminosa e a notificar imediatamente a Polícia Federal sobre qualquer contato com investigados.
Em novembro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos sobre inconsistências nas declarações de Cid, mas a delação foi mantida após ele fornecer informações adicionais.
Com informações do Correio da Bahia.