Autoridades australianas estão realizando o sacrifício de cerca de 90 falsas-orcas que encalharam em uma praia remota na Tasmânia. O encalhe em massa envolveu mais de 150 desses cetáceos, mas muitos não resistiram logo após chegarem à areia. Os sobreviventes ficaram presos no local por até 48 horas, em condições extremas de estresse e sem possibilidade de retorno ao oceano.

Foto: Jocelyn Flint/Reuters
As falsas-orcas são uma das maiores espécies de golfinhos do mundo, podendo atingir até seis metros de comprimento e pesar cerca de 1,5 tonelada. Segundo especialistas, os resgates foram dificultados pelo mar agitado e pela localização isolada da praia, acessível apenas por uma estrada estreita. Mesmo com tentativas de devolver os animais ao mar, eles acabavam sendo arrastados de volta pela correnteza.
Diante da situação, as autoridades optaram pelo sacrifício dos sobreviventes para evitar sofrimento prolongado. O biólogo marinho Kris Carlyon explicou que a eutanásia foi considerada a única alternativa viável depois que todas as tentativas de resgate falharam.
O fenômeno dos encalhes em massa ainda intriga a comunidade científica. Algumas teorias sugerem que as baleias podem se desorientar ao seguir presas até a costa ou serem guiadas por um membro do grupo que errou a rota. Como são mamíferos altamente sociais, esses animais tendem a viajar em comunidades unidas e dependem de comunicação constante, o que pode levar ao encalhe coletivo.
A Tasmânia tem registrado vários eventos desse tipo nos últimos anos, incluindo o pior encalhe da história do país, ocorrido em 2020. No entanto, o último episódio envolvendo falsas-orcas na região aconteceu há mais de 50 anos.
Com informações do G1.