Em 14 de fevereiro de 2024, a penitenciária de Mossoró foi cenário da primeira fuga registrada de um presídio federal de segurança máxima no Brasil. Os fugitivos, Deibson Nascimento e Rogério Mendonça, escaparam após arrancarem luminárias para acessar uma área de dutos e fiação. Recapturados após 50 dias em Marabá, no Pará, a mais de 1.600 km de distância, o episódio gerou uma série de mudanças na estrutura da unidade.

Foto: Divulgação.
Reformas e melhorias estruturais
Um ano após o ocorrido, o Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou diversas reformas, incluindo o aumento significativo no número de câmeras de segurança, que passaram de 75 para 194. O presídio também recebeu melhorias nas luminárias e instalação de grades no shaft, o local utilizado pelos presos para a fuga.
No entanto, a obra da muralha que deve cercar a penitenciária ainda não foi concluída. Com um investimento previsto de R$ 28,6 milhões, a conclusão da muralha está estimada entre 12 e 18 meses.
Investigações e punições
Após o incidente, dez agentes foram alvo de investigações administrativas. Como resultado, quatro receberam suspensão de 30 dias e dois assinaram Termos de Ajustamento de Conduta (TAC). A medida faz parte de um esforço para evitar novas falhas de segurança no futuro.
Novos investimentos em segurança
Além da instalação de câmeras e reforços nas estruturas físicas, o Ministério da Justiça adquiriu equipamentos como drones para vigilância noturna, viaturas, catracas com reconhecimento facial e sistemas de monitoramento. Essas ações visam melhorar a segurança da unidade e a prevenção de novas fugas.
Treinamento e capacitação
Após a fuga, os servidores da penitenciária passaram por treinamentos de requalificação, com o objetivo de reforçar a importância de seguir os protocolos de segurança. As investigações seguem em andamento, buscando garantir que falhas operacionais sejam corrigidas e medidas adequadas sejam tomadas para evitar novos incidentes.
Com informações do G1.