Inflação desacelera e registra 0,16% em janeiro, a menor taxa para o mês desde o Plano Real

A inflação oficial do Brasil avançou 0,16% em janeiro, marcando a menor variação para o mês desde a implementação do Plano Real, em 1994. O resultado, divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa uma desaceleração em relação a dezembro, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,52%.

Foto: Freepik

No acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,56%, abaixo dos 4,83% registrados no fechamento de 2024. O desempenho da inflação ficou próximo das projeções do mercado financeiro, que esperava uma alta de 0,17%, conforme estimativas da Bloomberg.

Energia elétrica contribui para desaceleração

O principal fator que puxou a inflação para baixo foi a queda de 14,21% no preço médio da energia elétrica residencial, impulsionada pelo Bônus de Itaipu, que reduziu o valor das faturas de janeiro. O impacto negativo da energia ajudou a derrubar o grupo de Habitação em 3,08%, contribuindo com -0,46 ponto percentual (p.p.) para o IPCA do mês.

Apesar disso, outros serviços dentro do grupo apresentaram alta, como a taxa de água e esgoto (+0,97%) e o gás encanado (+0,49%).

Alimentos e transportes seguem pressionando preços

Entre os nove grupos que compõem o IPCA, cinco registraram aumento em janeiro. O maior impacto veio do setor de Transportes, que subiu 1,30% e contribuiu com 0,27 p.p. para a inflação. O avanço foi puxado pelo aumento de 10,42% nas passagens aéreas e 3,84% nas tarifas de ônibus urbano. Os combustíveis também tiveram elevação: etanol (+1,82%), óleo diesel (+0,97%), gasolina (+0,61%) e gás veicular (+0,43%).

O grupo de Alimentação e bebidas registrou alta de 0,96%, pressionado pelo aumento nos preços dos tubérculos, raízes e legumes (+8,19%), com destaque para a cenoura (+36,14%) e o tomate (+20,27%). A alimentação no domicílio avançou 1,07%, enquanto comer fora de casa ficou 0,67% mais caro.

INPC se mantém estável

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda e serve de referência para reajustes do salário mínimo, não apresentou variação em janeiro, após ter subido 0,48% em dezembro. No acumulado de 12 meses, o INPC registra alta de 4,17%.

O cenário mostra uma desaceleração na inflação geral, mas os preços de itens essenciais, como alimentos e transportes, seguem pressionando o custo de vida da população.

Com informações do G1.

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