Haddad diz que eleição de Trump encareceu combustíveis e custo da comida deve cair com safra recorde

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (7) que a eleição de Donald Trump no final de 2024 provocou uma alta no dólar, impactando os preços dos combustíveis e dos alimentos. Em entrevista à Rádio Cidade, de Caruaru (PE), ele explicou que a disparada da moeda americana afetou especialmente a exportação de gasolina e diesel, encarecendo os preços desses produtos no Brasil.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Haddad também afirmou que a pressão sobre o bolso do consumidor deve diminuir com a queda recente do dólar, que passou de R$ 6,10 para R$ 5,80, e com a expectativa de uma safra recorde em 2025. Além disso, o fim do ciclo do boi, quando os pecuaristas reduzem os rebanhos para valorizar o valor por cabeça de animal, também deve contribuir para a redução nos preços.

O ministro criticou a privatização das refinarias, que teve início no governo Michel Temer e foi concretizada na gestão anterior, e defendeu que a atual política de preços da gasolina tem apresentado valores mais baixos do que no governo Bolsonaro.

Haddad explicou ainda que a valorização do dólar também impactou os preços dos alimentos, junto com uma seca no Rio Grande do Sul que afetou a produção de soja e, consequentemente, a produção de proteína animal. Para o futuro, o ministro acredita que a reforma tributária, que entrará em vigor em 2027, pode reduzir os impostos estaduais sobre a cesta básica, o que ajudaria na queda dos preços, incluindo os da carne.

O governo federal enfrenta uma crise de popularidade, sendo um dos principais motivos a alta nos preços e mudanças nas regras fiscais, que estão gerando atritos internos. Além disso, a Receita Federal anunciou uma fiscalização mais rigorosa do Pix, o que também tem gerado desconforto.

Por fim, Haddad comentou sobre os cortes realizados pelo governo, que incluem a revisão para baixo do reajuste do salário mínimo, destacando que, mesmo com essa revisão, o aumento foi superior à inflação.

Com informações do Bahia Notícias.

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