Sensação térmica: entenda como o corpo reage ao calor extremo

Altas temperaturas atingem Sul e Sudeste; sensação térmica pode ser ainda maior do que o registrado nos termômetros.

Foto: REUTERS/Juan Medina.

A onda de calor que atinge diversas cidades do Brasil nos últimos dias tem elevado os termômetros e intensificado a sensação térmica. No Sul, as temperaturas chegaram a 43°C, enquanto outras regiões registraram máximas de 37°C. No entanto, o calor sentido pelo corpo pode ser ainda maior devido a fatores como umidade e vento.

O que é sensação térmica?

A sensação térmica corresponde à temperatura percebida pelo corpo humano, que pode ser diferente da registrada nos termômetros. Essa percepção é influenciada por elementos como umidade, vento e radiação solar.

Quanto maior a umidade e a temperatura, maior é a sensação de calor, pois o suor não evapora com eficiência, dificultando a regulação térmica do corpo.

Para ilustrar, imagine sair de um banho quente em um banheiro cheio de vapor: a umidade impede o corpo de se resfriar rapidamente. O mesmo acontece em dias quentes e abafados.

Como a sensação térmica é calculada?

Não há um padrão único para calcular a sensação térmica. Empresas de meteorologia utilizam diferentes equações que levam em conta fatores como:

Umidade: intensifica a sensação térmica – no frio, aumenta a sensação de frio; no calor, potencializa o desconforto.

Vento: facilita a evaporação do suor e reduz a sensação de calor. Já a ausência de vento dificulta a dissipação do calor corporal.

Radiação solar: influencia diretamente a percepção de temperatura, principalmente em locais expostos ao sol.

Cada organismo reage de forma diferente ao calor, tornando a sensação térmica subjetiva. Pessoas expostas diretamente ao sol, como trabalhadores ao ar livre e usuários de transporte público, sofrem mais com as altas temperaturas do que aqueles que permanecem em ambientes climatizados.

Como o calor extremo afeta o corpo?

O calor intenso pode representar um risco à saúde. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para os próximos dias. A recomendação é evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e reduzir atividades físicas ao ar livre.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 60 mortes por calor foram registradas no Brasil nos últimos dez anos. Especialistas, no entanto, apontam que esse número pode ser subnotificado por falta de mecanismos específicos de monitoramento.

Efeitos do calor no corpo:

O organismo entra em estado de estresse ao tentar diminuir a temperatura.
Os vasos sanguíneos se dilatam para dissipar o calor, deixando a pele avermelhada.
O suor aumenta para resfriar o corpo, mas leva à perda de minerais essenciais.
A sudorese excessiva pode causar desidratação, prejudicando a cognição e os reflexos.
A vasodilatação reduz a pressão sanguínea, provocando fraqueza e tontura.
A baixa oxigenação cerebral pode levar a desmaios e, em casos extremos, a convulsões.

Onda de calor em 2024: um alerta para o futuro

O ano de 2024 foi o mais quente já registrado no Brasil, com cerca de 6 milhões de pessoas expostas a calor extremo por pelo menos cinco meses. Algumas regiões tiveram aumentos de até 6°C nas temperaturas máximas.

Diante desse cenário, especialistas alertam para os impactos das mudanças climáticas e reforçam a importância de medidas de proteção contra o calor intenso.

Dicas para enfrentar altas temperaturas:

Mantenha-se hidratado ao longo do dia.
Use roupas leves e de cores claras.
Evite exposição ao sol entre 10h e 16h.
Procure locais ventilados ou com ar-condicionado.
Reduza atividades físicas nos horários mais quentes.

Com informações do G1.

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