Investigações da polícia, às quais o RJ2 teve acesso com exclusividade, mostram a brutalidade da guerra pelo controle de 16 bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Desde 2023, traficantes do Comando Vermelho vêm expandindo seu domínio na região, antes ocupada por milicianos.

Foto: Divulgação/G1.
Métodos brutais e guerra sangrenta
Em áudios interceptados, criminosos debatem métodos de tortura e assassinato, incluindo a mutilação de vítimas. Um dos líderes do Comando Vermelho na região, Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW, acompanhava as execuções em tempo real e recebia relatórios dos assassinos.
Desde o início do conflito, a violência cresceu drasticamente:
• 684 homicídios contabilizados desde o começo da guerra territorial.
• 359 mortes apenas em 2023, um aumento de 140% em relação a 2022.
• Crimes incluem execuções sumárias, extorsão de comerciantes e expulsão de moradores.
Moradores vivem rotina de medo
Enquanto os criminosos disputam o território, a população sofre as consequências:
• Disparada da violência, com roubos frequentes e expulsões forçadas.
• Desvalorização imobiliária: imóveis que valiam R$ 1,5 milhão agora são vendidos por R$ 400 mil.
• Quem vive em áreas controladas por facções rivais corre risco de espancamento ou morte.
Crimes solucionados e investigações em andamento
A Delegacia de Homicídios utilizou mensagens e vídeos interceptados para identificar suspeitos de pelo menos oito assassinatos recentes. Além de execuções de rivais, há casos de moradores inocentes mortos por suspeitas infundadas.
O delegado Leandro Costa explica que a guerra entre milicianos e traficantes também alimenta um mercado ilegal lucrativo, fortalecendo as facções: “As extorsões a comerciantes e moradores financiam a compra de armas e o recrutamento de mais criminosos.”
Com o conflito se intensificando, a Zona Oeste do Rio se tornou palco de uma das mais violentas disputas por território dos últimos anos.
Com informações do G1.