Dólar cai para R$ 5,75 com recuo do “tarifaço” de Trump e expectativas sobre ata do Copom; Ibovespa tem queda

Moeda norte-americana teve queda de 0,38% no dia anterior, enquanto o principal índice da bolsa brasileira fechou em baixa de 0,13%.

Foto: Murad Sezer/ Reuters.

O dólar operava em queda nesta terça-feira (4), cotado a R$ 5,75, após a reação do mercado ao enfraquecimento das tarifas impostas por Donald Trump e o impacto das novas taxas anunciadas pela China sobre produtos dos EUA. A atenção também estava voltada para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que influenciou o cenário doméstico.

O destaque internacional ficou por conta da decisão da China de aplicar tarifas de 15% sobre carvão e gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos e de 10% sobre petróleo bruto, equipamentos agrícolas e alguns automóveis. As novas taxas entram em vigor na próxima segunda-feira (10), em resposta às tarifas que Trump havia imposto na última sexta-feira (31), ampliando a tensão na guerra comercial entre as duas potências.

Expectativa de mais pressões sobre a inflação

Enquanto a China toma medidas em retaliação ao governo dos EUA, no Brasil, o mercado observa atentamente a ata do Copom, que revelou preocupações sobre o aumento da inflação, especialmente com a alta dos preços dos alimentos. O aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic, para 13,25% ao ano, foi decidido pelo comitê na última reunião. A instituição agora projeta que a inflação seguirá acima da meta pelo menos até junho de 2025.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também teve queda de 0,46%, fechando em 125.392 pontos, refletindo um cenário mais cauteloso.

Impactos do dólar e da política monetária global

O recuo do “tarifaço” de Trump, que já havia sido suavizado com acordos com o México e o Canadá, não amenizou o clima de incerteza no mercado. O aumento das tarifas entre os EUA e a China tem o potencial de aumentar a inflação nos Estados Unidos, pressionando o Federal Reserve (Fed) a subir os juros para controlar os preços. Se isso ocorrer, pode atrair mais investidores para os títulos norte-americanos, o que fortaleceria o dólar em relação a outras moedas, como o real.

Além disso, o Copom indicou que a pressão do dólar sobre a economia brasileira e o aumento da inflação podem justificar novos aumentos da taxa Selic. O mercado já projeta uma Selic de 14,25% ao ano na próxima reunião, com a possibilidade de alcançar 15% até o final de 2025.

Essa dinâmica pode afetar os preços globais, especialmente em países que têm os EUA como principais parceiros comerciais.

Com informações do G1.

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