Traficante preso na Santa Cruz ao fazer família refém participou de esquartejamento de policial militar

Caso foi registrado em 2018; vítima morava no Complexo do Nordeste de Amaralina

Foto: Divulgação.

Um dos seis suspeitos presos após fazer uma família refém no bairro da Santa Cruz, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (31), é um velho conhecido da polícia. William Santos Santana, conhecido como Chokito, teve participação na morte do cabo Gustavo Gonzaga da Silva, policial militar que foi esquartejado no Nordeste de Amaralina, em 2018. Na ocasião da prisão, Chokito estava em liberdade condicional e foi localizado por agentes da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) durante uma festa do tipo paredão.

ligado ao comando vermelho

De acordo com o delegado Odair Carneiro, o crime contra o PM foi ordenado por um líder da facção Comando da Paz (CP), que mais tarde se converteu ao Comando Vermelho (CV) em Salvador. “O PM andava tranquilo e desarmado na localidade porque era nascido e crescido lá. Eles escolheram ele para morrer por essa facilidade. A ordem partiu de Pingo, o chefe da época. Chokito foi preso, detalhou quem foi o mandante na época e agora estava em liberdade condicional”, afirmou o delegado.

O assassinato do policial militar é considerado um dos crimes mais brutais cometidos contra um agente de segurança em Salvador. O PM foi esquartejado e teve os órgãos retirados. Segundo o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), Arthur Gallas, Chokito e seus comparsas eram responsáveis por ataques armados em diferentes regiões da cidade.

operação policial e prisão

Na operação desta sexta-feira, realizada no entorno do Campo Natureza, drogas e armas foram apreendidas, mas nenhum dos 12 mandados de prisão contra traficantes locais foi cumprido. Os seis presos, incluindo Chokito, foram autuados em flagrante. A ação contou com a participação da Secretaria de Ressocialização e Administração Penitenciária (Seap), que também realizou incursões no Complexo Penitenciário da Mata Escura para levantamento de informações sobre o crime organizado na região.

relembre o crime

O cabo Gustavo Gonzaga da Silva, de 44 anos, foi morto no final de linha da Santa Cruz, no Complexo do Nordeste de Amaralina, em junho de 2018. Segundo a Polícia Militar, ele estava em um veículo GM Onix quando foi cercado por três traficantes e alvejado com vários disparos de arma de fogo. O PM reagiu, mas não resistiu aos ferimentos.

O militar era lotado na 4ª Cia de Saúde, do Batalhão de Polícia de Guarda da PM, e integrava a corporação há mais de 22 anos. Ele deixou uma companheira e duas filhas. Testemunhas relataram que os criminosos envolvidos no crime foram Chokito, Keka e Leno.

O crime teve requintes de crueldade: a vítima teve a língua, as orelhas e a mão direita decepadas, além dos olhos e a mandíbula arrancados. Ele também foi executado com vários tiros na cabeça.

As investigações seguem para identificar e capturar outros envolvidos no crime e no esquema de tráfico de drogas na região.

Com informações do Correio da Bahia.

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