Brasileiro preso em blitz anti-imigração de Trump: ‘só deu tempo de meu marido dizer: me pegaram’

Pintor brasileiro é detido nos EUA em operação de imigração e pode ser deportado

Foto: Divulgação.

Lucas Amaral, de 29 anos, foi preso durante uma blitz do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) em Marlborough, Massachusetts. O brasileiro, que vive nos Estados Unidos desde 2017 sem documentos legais, foi abordado a caminho do trabalho e detido por agentes que procuravam outro suspeito.

detenção e abordagem do ice

Segundo a esposa de Lucas, Suyanne Amaral, ele saiu de casa na manhã do dia 27 de janeiro e, minutos depois, ligou dizendo: “A imigração me pegou, vem buscar o carro”. Os agentes inicialmente perguntaram sobre outra pessoa, mas ao perceberem que Lucas estava em situação irregular, o levaram sob custódia.

A advogada Eloa Celedon, que representa Lucas, afirmou que ele não possui antecedentes criminais nos EUA ou no Brasil. “Ele foi a pessoa errada, no lugar errado, na hora errada”, destacou.

operações de deportação aumentam nos eua

Desde que Donald Trump assumiu a presidência, operações contra imigrantes sem documentos se intensificaram. O republicano prometeu endurecer as políticas migratórias, argumentando que a imigração ilegal prejudica a economia e a segurança nacional.

O ICE tem adotado a postura de que qualquer imigrante irregular pode ser detido, independentemente de possuir ou não histórico criminal. “Eles estão com a agenda de prender o máximo de pessoas”, afirmou Celedon.

vida nos eua e impacto na família

Lucas e Suyanne têm uma filha de três anos e esperam o segundo filho. Eles são conhecidos na comunidade evangélica local, onde participam de atividades musicais nas igrejas.

Suyanne, que vive nos EUA há 20 anos sob o programa DACA, teme a separação da família. O programa protege imigrantes que chegaram ao país ainda crianças, mas não oferece cidadania nem direitos plenos para cônjuges.

esperança por liberdade sob fiança

Lucas foi enviado a um centro de detenção em Plymouth. Sua advogada reuniu documentos e cartas de recomendação para solicitar sua liberação mediante fiança de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 8,8 mil). Caso o pedido seja negado, o caso será levado a um juiz.

“Estamos tentando todos os meios legais para que ele possa permanecer com a família”, disse Celedon.

Enquanto aguardam a decisão, Suyanne mantém a esperança. “Se ele tiver que voltar ao Brasil, a gente vai atrás dele. Não vamos ficar separados”, afirmou.

Com informações do G1.

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