Calote milionário de brechó de luxo deixa baiano com prejuízo de R$ 150 mil

Lázaro França, proprietário de um brechó na Bahia, é uma das mais de 200 vítimas do golpe aplicado pelo Desapego Legal. A dívida acumulada pela empresa ultrapassa R$ 5 milhões.

Foto: Divulgação.

O empresário baiano Lázaro França, dono de um brechó que leva seu nome, sofreu um prejuízo de R$ 150 mil após confiar produtos de luxo ao brechó Desapego Legal, conhecido por negociar artigos de alto padrão. O calote, que afetou ao menos 200 pessoas em todo o Brasil, trouxe perdas financeiras estimadas em mais de R$ 5 milhões.

Lázaro começou sua parceria com o Desapego Legal em 2020, quando vendeu uma carteira Chanel por meio da empresa. Apesar de pequenos problemas iniciais com pagamentos, as transações prosseguiram até janeiro de 2024, quando os cheques começaram a ser devolvidos e a empresa deixou de apresentar soluções para os atrasos.

‘Foi um dos piores momentos da minha vida’

Entre novembro e dezembro de 2023, Lázaro enviou uma grande remessa de bolsas e joias para o brechó, acreditando que as vendas seriam realizadas normalmente. Contudo, com o aumento dos atrasos nos pagamentos, ele se viu em uma situação de desespero:

“Os cheques voltavam, e eu não tinha nem o dinheiro nem os produtos para devolver às clientes. Foi onde começou o estresse. Precisava devolver os itens, mas não havia como”, contou.

Para honrar os compromissos com seus clientes, Lázaro foi obrigado a vender seu carro recém-adquirido, pulseiras de esmeralda e outros bens de valor, além de recorrer a empréstimos bancários. “Até hoje estou pagando juros desse empréstimo. Foi devastador”, lamentou.

Denúncias e busca por justiça

Lázaro descobriu que não era o único afetado pelo Desapego Legal. As mesmas desculpas usadas para adiar pagamentos a ele eram aplicadas a outras vítimas. Ele tentou resolver a situação de forma amigável, mas, diante das promessas não cumpridas, optou por levar o caso à mídia:

“Tentei evitar ao máximo aparecer na TV chorando, mas como não chorar com mais de R$ 100 mil para pagar? Minha mãe só soube do que aconteceu recentemente, da pior maneira possível”, desabafou.

Após a exposição do caso em rede nacional, Lázaro espera que a empresa pague pelos prejuízos, seja em dinheiro ou bens: “Tenho um monte de cheques sem valor na minha casa. O que me resta é confiar na Justiça, mesmo sabendo que é um processo lento.”

Mais vítimas na Bahia

Além de Lázaro, outras pessoas no estado denunciaram prejuízos causados pelo Desapego Legal:

  • Uma mulher de Ribeira do Pombal relatou que enviou peças no valor de R$ 6,6 mil em outubro de 2024, mas não recebeu pagamento. Após várias promessas, a empresa propôs pagar em cinco parcelas até junho de 2025.
  • Outra baiana de Salvador revelou ter enviado bolsas e um chaveiro de luxo no valor de R$ 6 mil. Apesar de receber parte do valor devido após registrar reclamações no Reclame Aqui, ainda espera o restante.
  • Uma terceira vítima enviou duas bolsas em fevereiro de 2024 e, mesmo após as vendas realizadas em abril, não recebeu o pagamento até outubro do mesmo ano.

Com mais de 190 queixas registradas no Reclame Aqui, a reputação do Desapego Legal é classificada como “não recomendada”. Enquanto as vítimas aguardam ressarcimento, a polêmica levanta questões sobre a confiabilidade de empresas de revenda de luxo.

Com informações do Correio da Bahia.

FONTES / CRÉDITOS:

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba nossas notícias diretamente em seu email.

Inscrição realizada com sucesso Ops! Não foi possível realizar sua inscrição. Verifique sua conexão e tente novamente.

Anuncie aqui

Fale conosco