A semana conturbada de Rui Costa, as movimentações do PT e o cenário político na Bahia

A polêmica de Rui Costa
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), gerou controvérsia ao mencionar a possibilidade de “intervenção” para reduzir os preços dos alimentos. A declaração resultou em uma nova crise para o governo Lula, que já enfrenta dificuldades após o caso do Pix. Críticas da oposição e um comentário viral do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) intensificaram a repercussão negativa. Apesar das tentativas de outros ministros de amenizar a situação, o impacto já estava consolidado.

Foto: Paula Fróes/Correio.

Tensões entre PT e PSD
Parlamentares do PSD estão preocupados com o que chamam de “tratorada do PT” na base aliada. Há sinais de que o partido perderá a vaga do senador Angelo Coronel na chapa majoritária de Jerônimo Rodrigues (PT) em 2026, possivelmente em favor de Rui Costa. O senador Otto Alencar, líder do PSD, já admite que será difícil manter a posição.

Além disso, a legenda pode enfrentar mais derrotas, como na presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e na União dos Municípios (UPB), onde o PT e aliados já articulam estratégias para conquistar esses espaços.

Problemas de saneamento e riscos ambientais
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) revelou que, nas gestões de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, o investimento em drenagem e manejo de águas pluviais ficou abaixo do necessário. Apenas 25% do orçamento planejado foi aplicado entre 2013 e 2024. Isso deixou diversas cidades vulneráveis a desastres causados por chuvas, como Ilhéus e Itabuna. A Bahia agora lidera o ranking nacional de estados com maior população exposta a riscos geo-hidrológicos.

Movimentações internas no PSD e PSB
No cenário eleitoral, figuras como o ex-prefeito de Ilhéus, Mario Alexandre (PSD), e o ex-prefeito de Irecê, Elmo Vaz (PSB), articulam estratégias para fortalecer suas posições. Marão pode concorrer a deputado estadual no lugar da esposa, Soane Galvão, gerando conflitos internos. Já Elmo Vaz busca a presidência da Embasa para impulsionar sua candidatura a deputado federal.

Desafios financeiros e insatisfação na Educação
O governo de Jerônimo Rodrigues terminou 2024 com um déficit histórico de R$ 2,5 bilhões, resultado de despesas superiores à arrecadação. Além disso, pelo menos 2.500 trabalhadores da Educação recebem salários abaixo do Piso Nacional do Magistério. A insatisfação é agravada por declarações controversas do governador sobre a reprovação de alunos, que desagradaram a categoria.

Conclusão
Os episódios recentes evidenciam tensões políticas e dificuldades administrativas na Bahia. O embate entre PT e PSD, os desafios financeiros do governo estadual e a insatisfação de setores estratégicos, como a Educação, configuram um cenário de instabilidade que pode impactar as eleições de 2026.

Com informações do Correio da Bahia.

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