Empresário é condenado a 48 anos por duplo homicídio e tentativa de homicídio em Goianápolis

O empresário Luciano Luiz Santos, de 41 anos, foi condenado a 48 anos de prisão após júri popular realizado em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Ele foi considerado culpado pelos homicídios da ex-namorada Gislane Silvia de Oliveira, de 40 anos, e do namorado dela, João Paulo de Deus Nascimento, de 31 anos. O crime ocorreu em fevereiro de 2024.

Foto: Divulgação.

Além das condenações por feminicídio e homicídio qualificado, Santos também recebeu pena adicional por tentativa de homicídio ao disparar contra policiais militares que atenderam a ocorrência. Somando todas as sentenças, a pena total é de 48 anos e três meses de prisão.

De acordo com a Polícia Militar, Luciano invadiu a casa da ex-companheira utilizando o controle do portão automático, que estava no carro do filho. No dia anterior ao crime, Gislane havia tornado público o relacionamento com João Paulo, postando uma foto com a legenda: “Tudo que pedi pra Deus. Meu amor chegou”.

Ao ser abordado pela polícia, o empresário trocou tiros com os agentes até ficar sem munição, rendendo-se logo em seguida. A arma do crime foi apreendida, e o momento em que ele se entrega, jogando a arma pela sacada, foi registrado em vídeo.

Histórico de violência e medida protetiva

Antes do duplo homicídio, Gislane possuía uma medida protetiva contra Luciano, deferida em 2022 após denúncias de ameaça e perseguição. Em dezembro de 2023, ele chegou a ser preso por descumprir a ordem judicial.

Defesa contesta decisão

A defesa de Luciano Santos afirmou que ele agiu sob violenta emoção, provocada pelas postagens da ex-namorada. Argumentou ainda que a arma utilizada não pertencia ao acusado e que houve luta corporal, como indicariam danos no ambiente. Sobre os disparos contra os policiais, os advogados questionaram a ausência de provas conclusivas. A equipe jurídica informou que irá recorrer da sentença.

O julgamento atraiu grande atenção pública, com forte comoção popular e plenário lotado. A defesa lamentou que o pedido de transferência do júri para outra cidade tenha sido negado.

Com informações do G1.

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