Trump deve emitir ordens para endurecer imigração, criar departamento para Elon Musk e ampliar controle de fronteiras

Donald Trump, que assume nesta segunda-feira (20) seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, começará o governo assinando uma série de ordens executivas que darão forma à sua política “América em primeiro lugar”. De acordo com fontes da Casa Branca e reportagens dos jornais “The New York Times” e “The Washington Post”, as medidas incluem a criação de um novo departamento para acomodar Elon Musk, a mobilização de militares na fronteira com o México e o fim da cidadania automática para filhos de imigrantes.

Foto: Alex Brandon/AP Photo.

As ações, que serão anunciadas logo após a posse, fazem parte de um pacote inicial de mais de 100 ordens executivas preparadas para os primeiros dias de governo. A expectativa é que Trump concentre esforços em medidas anti-imigração, retomando propostas de sua gestão anterior.

Prioridade na segurança de fronteiras

Uma das ordens prevê a declaração de emergência nacional na fronteira sul, permitindo o envio de tropas militares e ampliando os poderes das autoridades policiais na região. A conclusão do muro entre os EUA e o México também será ordenada como prioridade. A obra foi um dos pilares de sua campanha em 2016 e agora volta ao centro das promessas de governo.

Trump pretende ainda eliminar o direito de cidadania para filhos de imigrantes indocumentados nascidos em solo americano, uma proposta que especialistas consideram de execução difícil, por exigir mudanças constitucionais. A 14ª Emenda, em vigor desde 1868, assegura cidadania a todos os nascidos no país.

Departamento para Musk e foco na inflação

Outro destaque é a criação de um novo departamento governamental, apelidado de “Doge”. Segundo fontes, a estrutura será destinada a cortar gastos e terá Elon Musk como figura central. Além disso, Trump deve assinar um memorando voltado à redução da inflação, enfatizando a participação de grandes corporações.

Outras promessas controversas

Em seu discurso de campanha e após a vitória, Trump reiterou posições conservadoras e protecionistas:

  • Imigração: Além das deportações em massa, ele pretende encerrar programas humanitários e ampliar a detenção de imigrantes.
  • Economia: Planos incluem cortes de impostos para empresas e tarifas elevadas sobre importações, com foco na China e no Brasil.
  • 6 de janeiro: Trump promete anistiar manifestantes envolvidos na invasão ao Capitólio em 2021, classificando-os como “reféns políticos”.
  • Conservadorismo: Ele prometeu restringir direitos de pessoas transgênerôs e deixar a regulação do aborto sob responsabilidade dos estados.
  • Clima: O republicano planeja desfazer regulamentações ambientais e retirar os EUA do Acordo de Paris.

Diplomacia e conflitos globais

Com foco na política externa, Trump indicou que buscará um acordo de paz “pela força” para encerrar os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. Enviados especiais já foram nomeados para negociações delicadas, mas especialistas alertam para o risco de pressões expansionistas e perda de territórios ucranianos.

Nos próximos dias, mais medidas deverão ser reveladas, confirmando o tom agressivo e polêmico que marcou a volta do republicano ao poder.

Com informações do G1.

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