Um incidente envolvendo um policial militar e uma família em Salvador gerou indignação e preocupação com a conduta de agentes fora de serviço. O caso, que ocorreu no dia 2 de janeiro na Avenida Paralela, veio à tona após a denúncia ser registrada nesta quarta-feira (8). Segundo informações divulgadas pela TV Bahia, a situação começou com uma discussão de trânsito e terminou com disparos de arma de fogo e correria em um posto de combustível.

Foto: Divulgação.
Conflito no trânsito e início da perseguição
A confusão teve início no viaduto que liga a Avenida Paralela ao bairro do Doron, quando uma colisão entre veículos deu origem ao desentendimento. O motorista de uma caminhonete, que estava acompanhado da esposa grávida, uma criança, o irmão e uma idosa, relatou que notou um veículo atrás dele buzinando insistentemente. Ao dar passagem, o condutor do outro carro, que mais tarde foi identificado como um policial militar de folga, passou a proferir ofensas verbais.
Após seguir caminho, o policial ultrapassou a caminhonete, provocando o motorista a desviar sua rota para evitar mais conflitos. No entanto, a situação se agravou quando o policial iniciou uma perseguição, batendo no carro da família nas proximidades do Doron e continuando com xingamentos e ameaças.
Tensão em posto de combustível
Em busca de um local movimentado, o motorista da caminhonete fez um retorno e se dirigiu novamente para a Avenida Paralela, parando em um posto de combustível. Câmeras de segurança registraram o momento em que os veículos chegam praticamente enganchados. As imagens mostram o policial em evidente estado de agitação, cercando o carro da família e gritando: “Ele bateu no meu carro e fugiu. Nem homem você é.”
Dentro do veículo, os ocupantes enfrentavam momentos de pânico. Uma mulher gritou por socorro enquanto uma criança chorava desesperadamente. Durante o tumulto, houve disparos de arma de fogo e funcionários do posto correram para se proteger. O incidente deixou marcas de medo nos envolvidos e suscitou debates sobre segurança e abuso de autoridade.
Investigação em andamento
A Polícia Militar divulgou uma nota informando que o caso foi oficialmente registrado na Corregedoria da corporação e que um procedimento administrativo foi aberto para investigar as circunstâncias e adotar as medidas cabíveis. “O fato está sendo apurado por meio de procedimento administrativo para averiguação das circunstâncias e adoção das medidas cabíveis”, afirmou a instituição.
A repercussão do episódio levanta preocupações sobre o uso de força por parte de agentes de segurança fora do exercício de suas funções e a necessidade de rigor na apuração de condutas que coloquem a população em risco.
Com informações do Correio da Bahia.