Em uma noite memorável no Pôr do Som, realizado na quarta-feira, 1º de novembro, Daniela Mercury reuniu grandes nomes do Axé Music, incluindo a ministra da Cultura, Margareth Menezes. O evento foi marcado por homenagens à história do gênero musical e por discursos emocionantes sobre o respeito às religiões de matriz africana.

Durante a apresentação, as artistas reforçaram a importância de reconhecer e valorizar as contribuições da cultura afro-brasileira. Sem mencionar diretamente a recente polêmica envolvendo a troca de Iemanjá por Yeshuá na música “Caranguejo”, elas destacaram a relevância histórica e social das tradições afrodescendentes.
“É importante a gente buscar na história desse povo afro-brasileiro, dessa cultura, tantas perseguições, desde o tempo da escravidão. Está na hora da gente pensar melhor e se comportar melhor em relação aos direitos dos povos afro-brasileiros”, declarou Margareth Menezes. A ministra também ressaltou: “A gente tem que saber como começa essa história. É muito digno que a gente respeite as religiões de matriz africana”.
Daniela Mercury, que celebra os 25 anos do Pôr do Som, enfatizou a ligação entre o Axé e a cultura viva das comunidades afro-brasileiras. “O axé é a força que emana de tudo que é vivo. Que a gente aprenda a se amar, porque se o candomblé sofre preconceito é porque o preto sempre sofreu preconceito, isso é uma conseqüência do racismo. Que a gente afirme toda a importância das religiões de matriz africana”, declarou.
Ao final, a cantora baiana emocionou o público ao reforçar seu agradecimento às tradições que influenciaram sua trajetória. “Eu não seria quem sou, sem os terreiros de candomblé, sem o povo que mantém sua cultura através da sua religião. Então, eu bato cabeça”, concluiu.