Totens com QR Codes permitem acessar canal de ajuda da Prefeitura de Salvador pelo WhatsApp durante os deslocamentos pela cidade
O serviço Botão Lilás, canal de atendimento pelo WhatsApp destinado a mulheres vítimas de violência, passou a contar com QR Codes instalados em 26 totens nas estações do BRT de Salvador. A ampliação foi anunciada pela Prefeitura nesta segunda-feira (19), em parceria com as secretarias municipais de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e de Mobilidade (Semob).
Para acessar o serviço, basta apontar a câmera do celular para o QR Code e iniciar uma conversa pelo WhatsApp, por meio do número (71) 98791-3420. O contato pode ser feito diretamente pelo usuário, sem a necessidade de recorrer aos funcionários das estações. Em caso de dificuldade, os profissionais do BRT, capacitados para orientar os passageiros, também podem prestar auxílio.
O canal pode ser utilizado tanto por mulheres que sofrem violência quanto por pessoas que presenciam agressões ou identificam situações de risco. Durante o atendimento, é possível relatar a ocorrência, compartilhar a localização e solicitar ajuda. O primeiro contato é realizado por um sistema automatizado, que permite consultar os serviços disponíveis ou solicitar atendimento.

Como funciona o atendimento
Quando a situação exige intervenção, a solicitação é encaminhada à Central de Operações da Guarda Civil Municipal (GCM). Um profissional assume o atendimento, coleta informações sobre a ocorrência e identifica o local para que uma viatura próxima possa ser acionada.
Caso o suspeito seja localizado, ele poderá ser encaminhado a uma delegacia para o registro da ocorrência e a adoção das medidas legais cabíveis. Em Salvador, os casos também podem ser encaminhados à Casa da Mulher Brasileira ou às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) dos bairros de Brotas e Periperi.
Com a instalação dos QR Codes nas estações do BRT, o Botão Lilás passa a contar com mais pontos de acesso ao longo dos trajetos de transporte público da capital baiana. A ferramenta pode ser utilizada em situações de assédio, agressão física e outras formas de violência contra mulheres, inclusive quando a vítima precisa de apoio para acionar os serviços de proteção.