STJ reabre análise de habeas corpus de Hytalo Santos e marido, presos desde agosto de 2025

Ministro reconsiderou decisão anterior e determinou que pedido de liberdade dos influenciadores seja submetido a novo julgamento pela Sexta Turma da Corte

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou um novo julgamento do pedido de habeas corpus dos influenciadores Hytalo Santos e Israel Natan Vicente, conhecido como Euro, presos desde agosto de 2025. Segundo informações do portal Leo Dias, o ministro Rogerio Schietti reconsiderou uma decisão anterior e encaminhou o caso para análise da Sexta Turma do tribunal.

Foto: Instagram

A decisão foi tomada na última terça-feira (13), conforme publicação do portal. Hytalo foi condenado a 11 anos e quatro meses de prisão, enquanto Euro recebeu pena de oito anos, dez meses e 20 dias.

De acordo com a reportagem, os advogados dos influenciadores, Felipe Cassimiro, Sean Kompier Abib e Fabian Calderaro, contestaram os fundamentos utilizados para manter as prisões e solicitaram que os dois possam aguardar os próximos desdobramentos do processo em liberdade.

Entre os argumentos apresentados pela defesa estão a suposta falta de fundamentação adequada para as prisões, a utilização de fatos relacionados a outras ações penais e a ausência de atualidade dos motivos que justificariam a medida, especialmente após o encerramento da instrução criminal.

Ao determinar a realização de um novo julgamento, o ministro considerou que não havia impedimento para que o pedido fosse analisado pelo colegiado. Também levou em conta que o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) já havia examinado a manutenção das prisões preventivas após a condenação e que não havia outro habeas corpus apresentado especificamente contra a negativa do direito de recorrer em liberdade.

Hytalo e Euro estão presos desde 15 de agosto de 2025, quando foram detidos em São Paulo e posteriormente transferidos para João Pessoa, no fim daquele mês.

Além das penas de prisão, a Justiça determinou que cada um pague 360 dias-multa. Os dois também foram condenados ao pagamento de R$ 500 mil em indenização por danos morais.

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