A virada de 2026 trouxe uma mudança significativa no cenário mundial da indústria automotiva. A norte-americana Tesla, comandada por Elon Musk, deixou de ocupar o posto de maior fabricante de veículos elétricos do planeta, posição que agora pertence à chinesa BYD.

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Segundo dados divulgados na sexta-feira (2), a Tesla entregou 1,64 milhão de veículos em 2025, número que representa uma queda de 9% em relação ao ano anterior. A BYD, por sua vez, registrou 2,26 milhões de unidades vendidas, consolidando-se como líder global do setor.
Queda nas vendas da Tesla
O desempenho da Tesla foi impactado por fatores externos e internos. No quarto trimestre, a empresa comercializou 418.227 veículos, abaixo das 440 mil unidades projetadas por analistas da FactSet. Um dos principais motivos apontados foi o fim do crédito tributário de US$ 7.500 para veículos elétricos, encerrado pelo governo Trump em setembro, o que reduziu a atratividade dos modelos da marca nos Estados Unidos.
Para tentar recuperar mercado, Elon Musk lançou versões mais acessíveis do Model Y e do Model 3, com preços abaixo de US$ 40 mil e US$ 37 mil, respectivamente. A estratégia busca competir diretamente com os modelos chineses, que vêm ganhando espaço na Europa e na Ásia.
Reação dos investidores
Apesar da queda nas vendas, as ações da Tesla se mantiveram estáveis no início do pregão de sexta-feira, cotadas a US$ 450,27. O otimismo dos acionistas se deve à aposta de Musk em novas frentes de negócio, como robotáxis autônomos, armazenamento de energia e o desenvolvimento de robôs humanoides para uso doméstico e industrial.
Em 2025, os papéis da Tesla acumularam alta de cerca de 11%, refletindo a confiança dos investidores na capacidade da empresa de se reinventar.
Expectativas para 2026
Analistas projetam que os resultados do quarto trimestre, previstos para o fim de janeiro, devem mostrar queda de 3% nas vendas e recuo de quase 40% no lucro por ação. A expectativa, no entanto, é de que a tendência negativa comece a se reverter ao longo de 2026, com a chegada dos novos modelos e ajustes estratégicos.
Contexto corporativo
Em novembro, os diretores da Tesla aprovaram um bônus elevado para Elon Musk, reforçando a confiança na liderança do bilionário. Além disso, a Suprema Corte de Delaware reverteu uma decisão que havia retirado de Musk um pacote de remuneração de US$ 55 bilhões, concedido em 2018.
Conclusão
A ascensão da BYD marca um novo capítulo na disputa pela mobilidade elétrica. Enquanto a Tesla aposta em inovação tecnológica e diversificação de negócios, a montadora chinesa se consolida com escala de produção e preços competitivos. O resultado é um cenário de maior concorrência global, que promete intensificar a corrida por liderança no setor ao longo de 2026.
Com informações do G1.