Linha do tempo: feminicídio de Fabiana Correia Cardoso em Periperi

A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito sobre o desaparecimento e morte da comerciante Fabiana Correia Cardoso, de 43 anos, ocorrido em setembro de 2025. A investigação reconstituiu em ordem cronológica como se deu o feminicídio e a ocultação do cadáver, apontando a participação do ex-companheiro da vítima e de seu primo.

Foto: Divulgação.

11 de setembro – o dia do crime

Fabiana foi vista pela última vez no mercadinho de sua propriedade, em Periperi, onde mantinha sociedade com o ex-companheiro. Segundo a polícia, os dois suspeitos a derrubaram no chão, esganaram e, ainda semiconsciente, ela foi atingida com golpes no pescoço até a morte. O corpo foi colocado em um freezer. Facas usadas na tentativa de desmembramento e o próprio equipamento apresentaram vestígios genéticos da vítima.

13 de setembro – transporte e queima

Dois dias depois, o cadáver foi retirado do freezer, colocado em um tonel e levado para um imóvel em Mussurunga, onde funcionava uma hamburgueria ligada ao ex-companheiro. No local, os restos mortais foram queimados por horas, com uso de substâncias corrosivas e inflamáveis para acelerar a destruição.

14 de setembro – descarte dos resíduos

Após a queima, os restos foram descartados em um container público, numa tentativa de dificultar a identificação do crime.

15 de setembro – registro do desaparecimento

Sem notícias desde o dia 11, familiares registraram boletim de ocorrência. A ausência de justificativa para um afastamento voluntário levantou suspeitas imediatas.

Segunda quinzena de setembro – investigação

A polícia instaurou inquérito e reuniu provas técnicas, depoimentos e laudos periciais. As versões dos investigados entraram em contradição e foram desmontadas ao longo das diligências. Mesmo sem a localização do corpo, o conjunto probatório foi considerado robusto.

Conclusão do inquérito

Dois homens, incluindo o ex-companheiro da vítima, tiveram a prisão preventiva decretada e foram indiciados por feminicídio e ocultação de cadáver. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário.

O delegado André Carneiro destacou que, apesar da tentativa deliberada de destruição de vestígios, as provas reunidas demonstraram de forma inequívoca a ocorrência do homicídio e das ações posteriores para ocultar o corpo.

Síntese

O caso de Fabiana Correia Cardoso expõe a brutalidade do crime e a complexidade da investigação, que conseguiu reconstruir a cronologia mesmo diante da tentativa de eliminar evidências. A conclusão reforça a gravidade do feminicídio e a importância da atuação técnica da polícia para responsabilizar os envolvidos.

Com informações do Correio da Bahia.

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