Golpistas criam lojas falsas da Shopee e Havan para a Black Friday e especialistas alertam consumidores

Às vésperas da Black Friday, golpistas estão aproveitando o aumento da procura por promoções para criar páginas falsas que imitam o visual das lojas oficiais da Shopee e da Havan. Os sites fraudulentos oferecem descontos de até 70% e aceitam apenas pagamento via Pix, estratégia usada para atrair vítimas e dificultar a recuperação dos valores. Em um dos casos identificados, uma página que fingia ser da Shopee anunciava um videogame por R$ 2 mil, abaixo do preço de R$ 3 mil praticado em lojas confiáveis.

Foto: Divulgação.

Segundo a empresa de segurança digital ESET, os links falsos têm sido divulgados por meio de anúncios em redes sociais, além de e-mails e mensagens SMS. As páginas apresentam elementos típicos de golpes, como contagem regressiva, alertas de “últimas unidades” e preços muito abaixo do mercado, criando um senso de urgência para pressionar o consumidor a concluir a compra rapidamente. Além disso, solicitam dados pessoais como nome, e-mail e telefone, que podem ser usados em fraudes posteriores.

O pesquisador Daniel Barbosa, da ESET, alerta que os criminosos aproveitam momentos de alta demanda para aplicar técnicas de engenharia social. Em outubro, foram registrados mais de 1.500 novos domínios usando nomes de grandes varejistas como Amazon, AliExpress e Alibaba, um aumento de 24% em relação ao mês anterior.

Entre os sinais que ajudam a identificar páginas falsas estão URLs suspeitas — muitas vezes com erros de digitação ou terminações incomuns, como “.app” — e inconsistências visuais, como ícones de redes sociais que não direcionam para lugar algum. Especialistas recomendam que os consumidores sempre digitem o endereço oficial diretamente no navegador ou utilizem os aplicativos oficiais das marcas.

Até o momento, Shopee e Havan não se pronunciaram sobre os casos. A recomendação para quem cair em golpes desse tipo é acionar imediatamente o banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta que pode ajudar a reverter transações feitas via Pix.

Com informações do G1.

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