A Polícia Federal indiciou o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e outras 17 pessoas por crimes relacionados a facções criminosas no Rio de Janeiro. O documento foi encaminhado pela Delegacia de Repressão à Entorpecentes (DRE) ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região e será analisado pelo Ministério Público Federal, que decidirá se apresenta denúncia contra o grupo.

Foto: Divulgação.
Crimes atribuídos a TH Joias
Segundo a PF, o ex-parlamentar teria cometido uma série de crimes, incluindo:
- integrar organização criminosa armada,
- contrabando,
- exploração clandestina de telecomunicações,
- evasão de divisas,
- tráfico de drogas interestadual,
- violação de sigilo profissional,
- corrupção ativa,
- embaraço à investigação,
- lavagem de dinheiro.
Envolvimento de agentes públicos
Entre os indiciados estão:
- um delegado da Polícia Federal,
- três policiais militares da ativa,
- um ex-PM,
- um ex-servidor do Degase,
- um ex-militar do Exército,
- além de assessores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A investigação aponta que o grupo mantinha relações com traficantes de diferentes facções, como o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP).
Traficantes indiciados
- Luciano Martiniano da Silva, o Pezão (CV): teria recebido armas para o Complexo do Alemão e dólares comprados pelo grupo de TH.
- Wallace de Brito Trindade, o Lacoste (TCP): acusado de comandar a venda de drogas no Morro da Serrinha, em Madureira, e de adquirir equipamentos anti-drone fornecidos por um assessor de TH.
Ambos são considerados foragidos.
Operação e desdobramentos
A operação que levou TH Joias e parte dos suspeitos à prisão ocorreu em 3 de setembro, quando a PF tentou cumprir 18 mandados de prisão. Imagens divulgadas pela investigação mostram o ex-deputado deitado sobre uma cama cercado por maços de dinheiro, que somariam cerca de R$ 5 milhões.
O caso expõe a infiltração de facções criminosas em estruturas políticas e institucionais, revelando conexões entre agentes públicos e organizações armadas. A decisão sobre o prosseguimento da ação penal agora está nas mãos do Ministério Público Federal.
Esse episódio reforça a gravidade da chamada “facção vestida de terno”, expressão usada por investigadores para descrever a atuação de políticos e servidores em esquemas ligados ao crime organizado.
Com informações do G1.