A vendedora Letícia Oliveira, de 22 anos, foi brutalmente agredida por três mulheres enquanto trabalhava em um quiosque da marca WePink, no shopping localizado no bairro Cachambi, zona norte do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu no último domingo, 2 de novembro, e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento.

Foto: Divulgação.
Segundo relatos e imagens divulgadas pela imprensa, a agressão teve início após uma discussão sobre o atendimento no quiosque, envolvendo supostas tentativas de furar fila. O desentendimento evoluiu rapidamente para violência física. As imagens mostram Letícia sendo cercada e espancada pelas três mulheres, sem possibilidade de defesa. Em um dos momentos mais graves, uma das agressoras desferiu um chute no rosto da funcionária, que desmaiou imediatamente. Uma das envolvidas estava com um bebê nos braços durante a agressão.
A vítima foi socorrida por frequentadores do shopping e levada ao Hospital Municipal Salgado Filho, onde recebeu atendimento médico e teve alta no mesmo dia. Ela sofreu hematomas no rosto e ficou com um dos olhos roxos. De acordo com o boletim de ocorrência registrado, as imagens das câmeras foram entregues à polícia, que investiga o caso.
A empresa WePink, fundada pela influenciadora Virginia Fonseca e pela empresária Samara Pink, informou que está prestando assistência jurídica à funcionária. Em nota, a marca repudiou o episódio e afirmou que acompanha o caso de perto.
O marido de Letícia, Artur Felipe, relatou ao portal LeoDias que a esposa está emocionalmente abalada e ainda sente dores físicas. “Ela está muito abalada. Nem quer voltar ao trabalho. Ela só acordou no hospital”, disse. Segundo ele, uma das agressoras seria guarda municipal, e duas delas residem nas proximidades do shopping.
Artur também se manifestou nas redes sociais, lamentando o ocorrido. “Um absurdo o que aconteceu com minha esposa. Ninguém merece passar por isso. Ela desmaiou na hora com um chute no rosto”, escreveu. Ele revelou ainda que Letícia havia completado 22 anos no dia anterior à agressão. “Foi trabalhar alegre, satisfeita, e depois aconteceu isso. Ela foi festejada no trabalho”, relatou.
Atualmente, Letícia está em casa, utilizando pomadas e compressas de gelo para aliviar as dores. Segundo o marido, o estado emocional da jovem é preocupante. “Ela ainda sente dor no rosto, fora o psicológico, que não está nada bem. Isso é inadmissível”, concluiu.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar e responsabilizar as agressoras. O caso reacende o debate sobre segurança em ambientes comerciais e o respeito aos profissionais do varejo.
Com informações do Correio da Bahia.