Circulam nas redes sociais vídeos e postagens alegando que lotes da Coca-Cola teriam sido contaminados com metanol — substância altamente tóxica. A informação, no entanto, é falsa. O conteúdo utiliza uma suposta “reportagem” do g1 que nunca foi publicada e manipula imagens da jornalista Renata Vasconcellos com recursos de inteligência artificial para dar aparência de veracidade à mentira.

Foto: Divulgação.
Segundo apuração do Fato ou Fake, o vídeo que viralizou no TikTok e no Facebook apresenta erros visuais típicos de deepfakes, como distorções em rótulos, placas e cartazes. A ferramenta Hiya Deepfake Voice Detector atribuiu nota 1 (em uma escala de 0 a 100) ao áudio, indicando altíssima probabilidade de adulteração.
A Coca-Cola se manifestou oficialmente, negando qualquer relação com os casos de intoxicação por metanol registrados recentemente no Brasil. “Não utilizamos metanol em nenhum processo relacionado à fabricação de nossas bebidas. Todos os nossos ingredientes são de grau alimentício e seguem rigorosos padrões de qualidade e segurança”, afirmou a empresa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também confirmou que não recebeu nenhuma denúncia — fundamentada ou não — sobre contaminação por metanol em refrigerantes ou outras bebidas não alcoólicas.
As mensagens falsas surgiram em meio à repercussão de casos reais de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 17 casos confirmados, com duas mortes em São Paulo e outras 12 em investigação.
O alerta é claro: conteúdos manipulados com IA estão cada vez mais sofisticados, mas continuam sendo perigosos instrumentos de desinformação. Ao receber mensagens alarmantes, é essencial verificar a fonte, desconfiar de vídeos sensacionalistas e buscar informações em canais oficiais. Se quiser, posso te mostrar como identificar deepfakes ou te ajudar a denunciar conteúdos falsos nas redes sociais.
Com informações do G1.