Uma criança de dois anos morreu após a cadeirinha em que estava ser ejetada do veículo durante um acidente na BR-376, em Paranavaí, no Noroeste do Paraná, na manhã de domingo (21). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro saiu da pista, atravessou a rodovia e capotou. A cadeirinha infantil foi arremessada para fora do veículo. Os demais ocupantes — incluindo a condutora, duas passageiras e outra criança — sofreram ferimentos.

Foto: Divulgação.
O caso reacende o alerta sobre a importância da instalação correta dos dispositivos de retenção infantil. Mesmo com equipamentos certificados, o uso inadequado pode resultar em tragédias.
Tipos de cadeirinha e faixas etárias
De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os dispositivos devem ser escolhidos conforme idade, peso e altura da criança:
| Tipo de dispositivo | Faixa etária / Peso / Altura |
|---|---|
| Bebê conforto | Até 1 ano ou até 13 kg |
| Cadeirinha | De 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg |
| Assento de elevação | De 4 a 7 anos; entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m |
| Banco traseiro com cinto | De 7 a 10 anos, com altura mínima de 1,45 m |
O Inmetro certifica os produtos e recomenda que o conforto e a segurança sejam prioridade na transição entre dispositivos.
Penalidades e riscos
O uso incorreto ou ausência de cadeirinha pode gerar multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo. Mais grave, pode colocar a vida da criança em risco. Especialistas alertam que a fixação inadequada — especialmente em cintos de dois pontos — compromete a eficácia do equipamento.
“Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas”, afirma Fábio Viviani, especialista em segurança veicular.
Onde instalar e quando usar o banco dianteiro
O banco traseiro com cinto de três pontos é o local mais seguro. Em veículos sem esse tipo de cinto, o transporte pode ser feito no banco dianteiro, com o airbag desativado e o banco recuado ao máximo.
O Contran permite o transporte no banco da frente em casos específicos:
- Crianças a partir de 10 anos com cinto de segurança
- Veículos sem banco traseiro
- Quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro
- Quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos
Isofix e segurança veicular
A tecnologia Isofix, obrigatória em veículos novos desde 2020, ainda é pouco presente na frota brasileira. Segundo o estudo IRIS do Observatório Nacional de Segurança Viária, estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná têm os menores percentuais de veículos com Isofix.
O Mitsubishi Pajero Sport envolvido no acidente foi fabricado antes da obrigatoriedade do sistema, segundo a PRF.
Falsas informações
O Ministério dos Transportes alerta para a circulação de fake news sobre mudanças nas regras de transporte infantil. A última atualização do Código de Trânsito ocorreu em 2021, e nenhuma nova modificação foi feita desde então.
“Fique sempre atento e não caia em fake news”, reforçou o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.
Com informações do G1.