Empresário que matou gari em BH pediu ajuda a ex-coronel da PM antes de ser preso

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que confessou ter matado o gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte, buscou apoio de um coronel da reserva da Polícia Militar momentos antes de ser preso. A troca de mensagens entre os dois foi recuperada pela Polícia Civil e integra o inquérito que investiga o crime ocorrido em 11 de agosto.

Foto: Divulgação.

Segundo os registros, Renê chamou o ex-coronel de “meu amigo” e se disse “surpreso” com a abordagem dos policiais em uma academia de luxo, onde foi localizado horas após o homicídio. Em uma das mensagens, o empresário escreveu: “Estou cercado por PMs dizendo que cometi um crime hoje pela manhã. Não estava no local, nem imagino onde seja Vista Alegre”.

O aplicativo também registrou uma ligação de áudio de cerca de dois minutos entre Renê e o ex-coronel, embora não haja confirmação se a conversa de fato ocorreu. O coronel teria pedido “cautela” aos policiais e tentou acalmar o empresário, segundo o relatório da investigação.

Renê seguiu com sua rotina após o crime, realizando chamadas e pesquisando notícias sobre o caso nas redes sociais. Ele também trocou mensagens com a esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, pedindo que entregasse uma arma diferente da usada no crime. A delegada foi afastada por 60 dias para tratamento de saúde.

O empresário foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, ameaça e porte ilegal de arma. A pena pode chegar a 35 anos. Ana Paula, por ter cedido o armamento, pode ter a pena aumentada em até 50%, conforme a legislação.

O crime ocorreu no bairro Vista Alegre, quando Renê se irritou com um caminhão de coleta parado na rua. Após discussão, ele sacou uma pistola e atirou contra Laudemir, que foi socorrido, mas não resistiu. A motorista do caminhão também relatou ter sido ameaçada.

O caso segue sob investigação da Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais, que apura a conduta da delegada e o uso das armas envolvidas.

Com informações do Correio da Bahia.

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