Parte das 22 carretas pertencentes às empresas G8Log e Moskal Log, investigadas por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), começou a deixar o posto de combustível onde estavam paradas desde sexta-feira (29), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Na manhã desta terça-feira (2), apenas nove veículos permaneciam no local.

Foto: Ana Lúcia Albuquerque.
As carretas estavam estacionadas às margens da BA-535, em uma área de um posto de combustível, e são apontadas como parte de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo postos de gasolina e fintechs. Segundo reportagem do Fantástico, os veículos foram flagrados transportando metanol — substância química usada para adulterar combustíveis e considerada altamente tóxica.
Um dos motoristas afirmou ter descarregado um produto em uma indústria da região, mas não revelou qual era o composto. A Polícia Federal conversou com os condutores na sexta-feira e coletou dados para investigação, mas não encontrou irregularidades até o momento. A origem e o destino das carretas seguem sob apuração.
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que não participou diretamente da Operação Carbono Oculto, mas acompanha o caso. Fiscais da agência coletaram informações dos caminhões para verificação junto à Secretaria Estadual da Fazenda. A ANP também entrou em contato com o Ministério Público de São Paulo e autoridades locais para alinhar ações conjuntas sobre os veículos envolvidos.
A operação faz parte de uma investigação mais ampla que mira o uso de empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos, incluindo a adulteração de combustíveis e a aquisição de ativos para lavagem de dinheiro.
Com informações do Correio da Bahia.