Barulho e desrespeito em cinemas de Salvador reacendem debate sobre etiqueta e fiscalização nas salas de exibição

O músico baiano André That Hora viralizou nas redes sociais ao compartilhar sua indignação com o comportamento de parte do público nas salas de cinema de Salvador. Em um vídeo publicado no Instagram, ele relatou a frustração de tentar assistir a um filme de terror +18 em silêncio, mas ser constantemente interrompido por conversas paralelas e uso de celulares com brilho máximo. “Aqui em Salvador não tem como assistir mais um filme em paz. A galera conversava como se estivesse em um bar”, desabafou.

Foto: Divulgação.

O relato de André não é isolado. Nos comentários, diversos seguidores relataram experiências semelhantes em diferentes salas da cidade, como no Cine Glauber Rocha e no Shopping Salvador. As queixas incluem desde conversas em voz alta até gravações da tela, uso de redes sociais com som ativado e até presença de menores em sessões restritas, sem fiscalização adequada.

A situação reacende um debate antigo sobre etiqueta em espaços coletivos de lazer e a necessidade de reforçar a fiscalização dentro dos cinemas. Muitos usuários pediram a volta dos “lanterninhas”, profissionais que circulavam pelas salas para garantir o bom comportamento dos espectadores — uma figura quase extinta com a modernização dos cinemas.

Além da perturbação da experiência cinematográfica, André alertou para o risco de conflitos mais graves: “Só vai acabar quando acontecer tragédia, quando alguém perder a cabeça. O meu dinheiro e o meu tempo valem tanto quanto o de qualquer um. Falta consciência, falta respeito”.

O episódio também revela que o problema não é exclusivo de Salvador. Comentários de internautas de outras capitais, como Rio de Janeiro, indicam que o desrespeito nas salas de cinema tem se tornado uma prática recorrente, especialmente em sessões mais populares.

A discussão sobre o retorno de práticas de fiscalização, como o uso de lanterninhas ou medidas mais rígidas de controle de público, ganha força diante da crescente insatisfação dos frequentadores. O que deveria ser um momento de lazer e imersão está se tornando, para muitos, uma experiência estressante e frustrante.

Com informações do Correio da Bahia.

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