O Exército Brasileiro determinou que concentrações e atos não serão permitidos nas proximidades de unidades militares durante o julgamento do núcleo central da tentativa de golpe, que começa nesta terça-feira (2) no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida também abrange manifestações previstas para o 7 de setembro, enquanto a Primeira Turma analisa o caso, segundo informações da CNN.
O Comando Militar do Planalto (CMP) e a Secretaria de Segurança do Distrito Federal têm realizado reuniões constantes para reforçar a segurança. Em Brasília, os protestos devem ocorrer na região da Torre de TV, distante dos quartéis e da Praça dos Três Poderes. Oficiais, sob condição de anonimato, afirmam que não há expectativa de atos próximos às unidades militares.

O julgamento envolve militares de alta patente — três generais, um almirante — além do ex-presidente Jair Bolsonaro. O processo é considerado sensível para as Forças Armadas, que reiteram o discurso do ministro José Múcio: é “preciso separar o CPF do CNPJ”.
Após a vitória de Lula, apoiadores de Bolsonaro chegaram a permanecer em frente a quartéis pedindo intervenção militar. Esses acampamentos foram usados como base para os ataques de 8 de janeiro. Generais reconhecem que permitir a permanência foi um “erro”, mas atribuem a falta de reação à pressão política do período.