A médica Roberta Saretta, responsável pelo acompanhamento clínico de Preta Gil desde o início do tratamento contra o câncer colorretal, revelou detalhes dos últimos momentos da cantora, que faleceu em 20 de julho, aos 50 anos. Segundo a profissional, Preta estava nos Estados Unidos em busca de terapias alternativas e se preparava para retornar ao Brasil quando passou mal.

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Em entrevista ao jornal O Globo, Roberta contou que, inicialmente, os sinais vitais da artista estavam estáveis. “Os paramédicos mediram as taxas, ela estava com índices normais, pressão, eletro, tudo”, relatou. A cantora foi levada de ambulância até o aeroporto, em um trajeto de cerca de uma hora e vinte minutos, com planos de embarcar para casa.
Declínio repentino
Ao chegar ao aeroporto, Preta começou a sentir-se mal. A médica perguntou se ela conseguiria esperar para viajar, mas recebeu uma resposta direta: “Não dou conta”. Diante da situação, Roberta solicitou que os paramédicos a levassem imediatamente ao hospital mais próximo.
“Chegamos em oito minutos. Quiseram reanimá-la, poucos minutos depois ela se foi”, relatou a médica.
Luta contra o câncer
Preta Gil foi diagnosticada com câncer colorretal em janeiro de 2023. Em agosto de 2024, passou por uma cirurgia para retirada de novos tumores, mas exames posteriores indicaram que a doença havia se espalhado para quatro regiões do corpo.
Após esgotar as possibilidades de tratamento no Brasil, a cantora viajou aos Estados Unidos para tentar uma terapia experimental. No entanto, a quimioterapia intravenosa utilizada agia apenas contra uma mutação específica, enquanto o câncer apresentava múltiplas variações, o que comprometeu a eficácia do tratamento.
Com informações do Correio da Bahia.