Uma cirurgia realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Instituto Estadual do Cérebro, no Rio de Janeiro, corrigiu uma malformação na coluna de um bebê ainda durante a gestação. O procedimento, considerado de alta complexidade, foi feito na vendedora Danielle Ramos, de 25 anos, grávida de seis meses.

Foto: Divulgação.
O bebê, Guilherme, foi diagnosticado com mielomeningocele — condição em que a coluna vertebral não se desenvolve completamente, deixando parte da medula exposta. A má formação pode causar hidrocefalia e comprometimento motor.
Durante a cirurgia, o útero foi retirado temporariamente do corpo da mãe, permitindo que os neurocirurgiões acessassem a lesão na coluna do feto com auxílio de microscópio. O bebê foi monitorado por ultrassom e sedado, assim como a mãe. Linhas de fixação foram utilizadas para evitar o deslocamento do feto durante o procedimento.
Após a correção da lesão, o útero foi recolocado e a gestação prossegue normalmente. A criança deve nascer com apenas uma cicatriz nas costas.
Segundo a neurocirurgiã pediátrica Maria Anna Brandão, o acesso ao procedimento pelo SUS é fundamental:
“Esse tipo de patologia pode acontecer em qualquer classe social, mas as mais desfavorecidas têm maior chance, por estar ligada à deficiência de ácido fólico, que é nutricional. Mães com carência alimentar têm maior risco de desenvolver essas malformações nos filhos.”
A reportagem foi exibida pelo programa Profissão Repórter, que acompanhou o cotidiano de hospitais públicos especializados em cirurgias complexas gratuitas.
Com informações do G1.