A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, preso desde 31 de julho. Os advogados solicitavam que o artista fosse liberado mediante o uso de tornozeleira eletrônica, mas o pedido foi rejeitado pela desembargadora Marcia Perrini Bodart, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.

Oruam é acusado de tentativa de homicídio qualificado contra um delegado e um policial civil, além de ser investigado por suposto envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), que atua no estado.
A defesa alegou que a prisão era excessiva, apontando falhas processuais e defendendo a substituição por medidas cautelares. No entanto, segundo a desembargadora, não há ilegalidade evidente que justifique a soltura. Ela também destacou trechos do processo que indicam um padrão de conduta do músico, reforçando a necessidade da custódia preventiva.
O artista foi transferido para uma cela coletiva na Penitenciária Dr. Serrano Neves, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio. Conhecida como Bangu 3, a unidade abriga, majoritariamente, presos ligados ao Comando Vermelho e reúne alguns dos principais líderes da facção.
As informações são da coluna de Ancelmo Góis, do jornal O Globo.