
Com ruas monitoradas por cerca de 5 mil câmeras, drones e helicópteros, além de 25 mil agentes de segurança em ação, o Rio de Janeiro deixou de lado seu tradicional estilo descontraído para assumir o papel de uma cidade fortemente vigiada durante a cúpula do G20.
A partir desta segunda-feira (18), a “cidade maravilhosa” recebe líderes mundiais sob um esquema de segurança sem precedentes, intensificado após um recente ataque em Brasília, onde um homem tentou entrar com explosivos no Supremo Tribunal Federal e se detonou na Praça dos Três Poderes.
Desde a última quinta-feira, tanques militares estão posicionados em locais estratégicos, como nos arredores do Museu de Arte Moderna do Rio, sede do evento, situado entre o centro e a zona sul.
Além das vias e espaços públicos monitorados, o esquema de segurança inclui a proteção de membros de 55 delegações, hotéis onde estão hospedados e a liberação de vias para comboios oficiais. Alguns desses deslocamentos, como o do presidente chinês Xi Jinping, contam com até 25 veículos.
Para facilitar a logística, a cidade decretou um “megaferiado” de seis dias, aproveitando os feriados de 15 e 20 de novembro. No entanto, os acessos às praias de Copacabana, Ipanema e ao Aterro do Flamengo estão restritos, gerando transtornos para os cariocas. “Vou aproveitar ao máximo e passar fora do Rio”, disse Leandro Carilleo, de 75 anos, enquanto caminhava em Copacabana.
O prefeito Eduardo Paes reforçou que, embora a circulação pela cidade esteja permitida, será necessário planejamento. “O Rio não estará vivendo um período normal”, alertou, pedindo a colaboração da população.
Com histórico de violência urbana e uma média de um homicídio a cada duas horas e meia no primeiro semestre, segundo o Monitor da Violência, o desafio de realizar um evento dessa magnitude é grande. “É desafiador”, reconheceu Lucas Padilha, presidente do comitê organizador Rio G20.
A ativação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforça a presença das Forças Armadas para garantir a segurança em meio a um dos maiores eventos internacionais do ano.