O Atlético-MG identificou 21 torcedores como responsáveis e outros nove como suspeitos pelo tumulto e lançamento de bombas durante a final da Copa do Brasil contra o Flamengo, ocorrida na Arena MRV. A identificação foi realizada com o apoio das forças de segurança de Minas Gerais, que revisaram as gravações das câmeras e utilizaram tecnologia empregada no evento para avançar no processo.
Os 21 torcedores que foram identificados responderão criminalmente e também enfrentarão sanções do próprio clube, conforme as diretrizes do uso do estádio e do programa sócio-torcedor.
A Arena MRV foi interditada preventivamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) até o julgamento do caso. O clube alvinegro informou que pretende recorrer, solicitando a realização de jogos sem a presença de torcida enquanto o julgamento não é concluído.
Entenda o incidente
A confusão começou quando torcedores atleticanos arremessaram copos no goleiro do Flamengo, Rossi, durante o aquecimento. A partida foi paralisada temporariamente para registrar os objetos jogados, que poderão resultar em punições ao Atlético-MG.
Com o início do jogo, as tensões aumentaram, principalmente após o gol decisivo de Plata, aos 37 minutos do segundo tempo, que garantiu o pentacampeonato para o Flamengo. Nesse momento, um torcedor do Galo tentou invadir o campo, sendo impedido pelos seguranças, enquanto bombas e outros objetos começaram a ser arremessados no campo.
Uma das explosões atingiu um fotógrafo, causando fraturas e cortes em seus pés, além de danos aos tendões que exigiram cirurgia.
Ao final do jogo, mais uma tentativa de invasão de campo foi registrada, e objetos como grades, copos de bebida e explosivos continuaram a ser lançados, apesar dos apelos do jogador Hulk para que a torcida mantivesse a calma. Diante da situação, os jogadores do Flamengo seguiram diretamente para o vestiário, buscando evitar os ataques.

Foto: Gilson Lobo/AGIF