PSD recua na disputa pela presidência da Câmara e declara apoio a Hugo Motta

Em um movimento estratégico, o líder do PSD, Antonio Brito, retirou sua candidatura à presidência da Câmara e anunciou o apoio ao deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Com o respaldo do PSD, Motta passa a contar com um bloco partidário robusto, somando 429 deputados — um número expressivamente superior aos 257 votos necessários para vencer no primeiro turno.

O anúncio foi feito após uma reunião da bancada do PSD na Câmara, com a presença do presidente do partido, Gilberto Kassab. Brito explicou que a decisão de abrir mão da candidatura ocorreu em prol da unidade e representatividade proporcional do PSD na Casa. “Após conversas com o candidato Hugo Motta e uma discussão sobre a proporcionalidade e o tamanho do partido na Casa, a bancada aprovou minha proposta de retirada da candidatura”, afirmou.

Com apoios já confirmados de partidos como PL, PT-PCdoB-PV, PP, Republicanos, MDB, PDT, PSDB-Cidadania, PSB, Podemos, Solidariedade, PRD e Rede, Motta agora enfrenta poucos opositores, com PSOL e Novo sendo as únicas siglas que ainda não aderiram à aliança.

Brito também destacou que o PSD espera manter posições estratégicas na estrutura da Câmara, como a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) em 2026, além dos cargos atuais, como a corregedoria e a terceira secretaria da Mesa Diretora.

Gilberto Kassab, presidente do PSD, elogiou a condução de Brito e ressaltou a importância do alinhamento do partido para o futuro do país. “Tivemos uma reunião onde avaliamos todas as alternativas para a direção da Casa. Antonio Brito liderou com competência e seriedade, reforçando nossa disposição de olhar para o futuro e contribuir com o Brasil”, declarou.

Apoios consolidados e desafios internos

Com o apoio das maiores bancadas, Motta terá a missão de equilibrar os interesses de partidos diversos e gerenciar acordos internos. Entre as demandas, destaca-se a do PT, que almeja uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), compromisso já discutido com Arthur Lira e Hugo Motta, mas que causa desconforto na oposição.

Outro ponto de negociação envolve o União Brasil, partido de Elmar Nascimento (BA), que, embora ainda não tenha retirado oficialmente sua candidatura, busca assegurar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

 Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

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