Funcionários ficaram presos em Chernobyl por 25 dias após invasão russa

Durante a invasão russa à Ucrânia, funcionários da usina nuclear de Chernobyl foram mantidos trancados por 25 dias, sem suprimentos básicos, enquanto continuavam trabalhando na manutenção do local. O episódio evidencia os riscos do conflito em uma área que já carrega a memória do mais grave acidente nuclear da história, ocorrido em 1986.

Foto: Divulgação.

Ocupação e condições precárias

No primeiro dia da invasão, em 2022, os russos tomaram o controle da usina. Cerca de 2.500 trabalhadores, que realizam a manutenção do reator desativado e do material radioativo remanescente, permaneceram no local sem poder sair.

Em um relato, um dos funcionários explicou a tensão vivida durante os dias de confinamento: “Não tínhamos nem escova de dentes. Dormíamos em bancos, nos escritórios. Só tínhamos as roupas do corpo. Era muita pressão psicológica. Eu não sabia se um dia voltaria para minha mulher e meus dois filhos”, declarou.

Saída dos russos e novo ataque

Após 35 dias, as tropas russas foram expulsas de Chernobyl, mas a área continua vulnerável. Em 2025, um drone iraniano, utilizado pelos russos, atingiu a cobertura do reator 4, causando um buraco de 15 metros de diâmetro.

A estrutura, projetada para durar 100 anos, serve para impedir o vazamento de radiação e proteger o reator de intempéries. Apesar do impacto, engenheiros afirmam que os níveis de radiação permanecem estáveis e que o drone não perfurou completamente a cobertura.

Segurança reforçada na região

Devido aos riscos de uma nova invasão, o governo ucraniano instalou centenas de acampamentos militares no entorno da usina. A imprensa foi proibida de filmar a área, medida adotada para evitar a exposição de posições estratégicas.

Especialistas agora avaliam os danos causados pelo ataque para determinar a melhor forma de reparo na cobertura do reator.

O episódio reforça os riscos da guerra em áreas sensíveis, como Chernobyl, e a necessidade de proteção contínua para evitar novos desastres nucleares.

Com informações do G1.

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