Kleber Aran Ferreira e Silva, líder espiritual da Associação Sociedade Espírita Brasileira Amor Supremo (Sebas), foi condenado a 20 anos e cinco meses de prisão em regime fechado, após ser acusado de cometer abusos sexuais contra três mulheres que frequentavam o centro religioso. Além da pena de prisão, ele terá que pagar uma indenização de R$ 50 mil a cada vítima por danos morais.
A decisão, proferida no dia 7 de novembro pela 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Salvador, acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia. A acusação foi baseada em uma investigação iniciada em 2021 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de Salvador, após o recebimento de denúncias de abusos feitas à Ouvidoria do Conselho Nacional do Ministério Público, através do projeto “Justiceiras”.
De acordo com a denúncia, Kleber Aran se fazia passar por “Dr. Fritz”, e, utilizando-se de sua posição de poder dentro da instituição, manipulava psicologicamente suas vítimas. Ele atraiu mulheres em busca de cura e orientação espiritual, mas, na verdade, as coagia a manter relações sexuais, alegando que isso era necessário para realizar “trabalhos espirituais” e oferecer “energia sexual” para as entidades. Além disso, as vítimas relataram que o líder as forçava a consumir bebidas alcoólicas durante os encontros, o que aumentava sua vulnerabilidade. A sentença destacou a gravidade dos abusos, considerando-os uma violação profunda da confiança e da fé das vítimas, explorando suas fragilidades emocionais e psicológicas para satisfazer seus próprios desejos.

Foto: Reprodução TV Bahia