A empresa Taquaril Mineração S.A. (Tamisa) enfrenta uma ação judicial movida pelo Ministério Público Federal (MPF) para barrar o desmatamento de 55 hectares na Serra do Curral, em Belo Horizonte (MG). A área, equivalente a cerca de 50 campos de futebol, está localizada na Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados de extinção no Brasil. O MPF exige anuência prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a supressão da vegetação, conforme determina a legislação ambiental.

Foto: Divulgação / Sérgio Domingues
Mudança de diretrizes
Em 2021, o Ibama havia dispensado a necessidade de autorização para o desmatamento. No entanto, em 2024, a autarquia revisou sua posição, tornando obrigatória a liberação prévia para atividades que impactem a Mata Atlântica. A decisão busca garantir maior rigor na proteção ambiental e evitar danos irreversíveis ao bioma.
Riscos ambientais
Estudos técnicos apontam falhas graves nas análises ambientais apresentadas pela Tamisa. Entre os problemas estão a ausência de uma avaliação adequada da fauna e flora locais, além da falta de estudos sobre os impactos no abastecimento hídrico da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outro ponto crítico é a classificação inadequada dos campos rupestres, vegetação rara que ocupa apenas 1% do território brasileiro, mas que abriga uma parcela significativa da biodiversidade vegetal nacional.
Objetivo da ação
O MPF pretende assegurar que atividades de mineração na região sejam realizadas apenas após rigorosa avaliação ambiental, como exige a legislação. A medida visa proteger a biodiversidade e garantir que o desenvolvimento econômico não comprometa recursos naturais essenciais para o equilíbrio ecológico.
Com informações do Bnews.