Laudo confirma que tiro que matou menino Ryan partiu de arma de PM

Um laudo pericial da Polícia Técnico-Científica de São Paulo confirmou que o disparo que matou Ryan da Silva Andrade Santos, de apenas 4 anos, durante uma operação policial no Morro São Bento, em Santos (SP), no dia 5 de novembro de 2024, partiu de uma arma calibre 12 usada pelo cabo Clovis Damasceno de Carvalho Junior. O projétil, segundo a perícia, ricocheteou em uma superfície dura antes de atingir o abdômen do menino, que brincava na calçada.

Foto: Divulgação.

Ryan foi levado à Santa Casa de Santos, mas não resistiu aos ferimentos. Além dele, dois adolescentes perseguidos pela polícia foram baleados durante a operação — um deles morreu no local e o outro foi internado sob escolta policial. Uma mulher de 24 anos também foi ferida de raspão.

Sete policiais envolvidos na ação foram afastados das ruas após o episódio, mas já retornaram ao trabalho após procedimentos internos. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso segue em investigação, com o laudo anexado ao Inquérito da Polícia Militar (IPM).

A operação, realizada pela Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), tinha como objetivo abordar suspeitos de tráfico de drogas na região. Segundo os policiais, os criminosos teriam iniciado os disparos, levando os agentes a reagirem. O episódio, no entanto, resultou em uma tragédia que reacende o debate sobre segurança pública e o uso de força em áreas urbanas.

O caso de Ryan, que estava brincando na rua quando foi atingido, é mais um capítulo doloroso que expõe os riscos enfrentados por civis em operações policiais. A investigação busca esclarecer os detalhes do ocorrido e determinar responsabilidades.

Com informações do G1.

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