Os provedores de internet no Ceará enfrentam uma série de ataques coordenados por facções criminosas, afetando a conexão em bairros de Fortaleza e cidades como Caucaia, São Gonçalo do Amarante e Caridade. Entre as ações relatadas estão cortes de cabos de fibra óptica, incêndio de veículos e disparos contra instalações das empresas, resultando em prejuízo superior a R$ 1 milhão, segundo fontes do setor.

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Na última semana, seis dos oito ataques registrados foram realizados, impactando diretamente empresas como Brisanet e Acnet. Uma operação policial conduzida pela Secretaria da Segurança Pública prendeu, nesta quarta-feira (12), dez suspeitos ligados aos crimes, e novas detenções são esperadas. Apesar das ações das autoridades, trabalhadores do setor relatam temores sobre a situação, agravados por ameaças recebidas durante reparos técnicos.
Empresas do setor, como a Acnet, anunciaram a suspensão temporária de serviços técnicos devido a ataques, como o registrado na última segunda-feira (10), quando criminosos atiraram contra a fachada de sua unidade em Caucaia. A Brisanet também sofreu atos de vandalismo, incluindo o apedrejamento de veículos e incêndio de automóveis.
Em resposta aos incidentes, prestadoras de internet em Caridade interromperam totalmente as atividades no município como forma de protesto, deixando 90% da população sem conexão. A medida reflete a insegurança crescente entre os trabalhadores e os custos operacionais elevados devido aos ataques.
Além das consequências financeiras, que incluem gastos adicionais com materiais e perda de clientes, as empresas têm enfrentado cobranças de “taxas de permissão” impostas pelos criminosos. Relatórios indicam que as facções exigem até 50% do valor dos serviços prestados como condição para atuar em comunidades específicas, prática que tem se espalhado pelo estado.
A Secretaria da Segurança Pública mantém investigações em andamento e anunciou a formação de um grupo especial para combater tais crimes. Enquanto isso, os ataques têm gerado um alerta sobre a escalada de violência e os desafios enfrentados por provedores de internet no Ceará.
Com informações do G1.