Moradores de Caridade, no interior do Ceará, estão enfrentando sérios problemas de comunicação desde a última sexta-feira (7), após ataques promovidos por uma facção criminosa contra provedores de internet. Os criminosos exigem que as empresas repassem 50% do valor pago pelos clientes como uma espécie de “taxa”. Aqueles que se recusam sofrem represálias, como vandalismo e incêndios. Até o início desta semana, cerca de 70% da população local ainda estava sem acesso à internet.

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Ataques semelhantes têm ocorrido em Fortaleza e outras cidades da região desde fevereiro deste ano. No último sábado (8), o governador Elmano de Freitas anunciou a criação de um grupo especial para investigar e coibir tais ações criminosas. O objetivo é identificar os responsáveis e evitar novos danos às empresas e aos usuários.
Recentemente, novas ações foram registradas contra provedores em Caucaia e São Gonçalo do Amarante, incluindo o incêndio de veículos pertencentes às empresas Brisanet e A4 Telecom. Em outro caso, ocorrido no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, provedores locais também foram alvos de sabotagem, resultando em interrupção do serviço para diversas empresas da região.
A prática de extorsão inicialmente se restringia ao bairro Pirambu, em Fortaleza, mas já se espalhou para pelo menos quatro municípios cearenses. Além disso, a facção criou uma lista de operadoras “autorizadas” a operar em áreas controladas por eles, enquanto provedores fora do esquema sofrem retaliações violentas.
O governo cearense intensifica as investigações e reforça ações conjuntas para combater os ataques. Enquanto isso, a população afetada segue enfrentando grandes transtornos e dificuldades com a ausência de conexão, um serviço essencial nos dias atuais. O episódio destaca a urgência de medidas mais eficazes no combate ao crime organizado que tem impactado diretamente a infraestrutura tecnológica do estado.
Com informações do G1.