Educação é base de todas as reformas, diz Castro


Criticou também a "judicialização da política", distorção pela qual o parlamento, sendo a mais representativa das instâncias de poder, tenha pouca ou quase nenhuma iniciativa de legislação, cabendo "90% ao Poder Executivo" e uma parte, ainda, ao Poder Judiciário. Por causa da precariedade do exercício político, "o voto de um juiz anula a representação popular".


Ao defender o financiamento público, que se sobreporá ao "financiamento privado lícito e ilícito", o jurista afirmou que, "quando todo o povo tiver acesso a esses recursos, o caixa dois se legitimará", porque perderá sua função decisória.


Celso Castro é contra as eleições de dois em dois anos, lamentando que "um processo educacional vesgo" obrigue a paralisação de obras públicas em períodos eleitorais. "A superestrutura da reforma política é inseparável da infreaestrutura educacional de que precisamos". Para ele, a propaganda pessoal deveria ser substituída "pela plataforma partidária, pela cultura partidária".

Luís Augusto Gomes - Por Escrito

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