Reta final do Senado terá campanha silenciosa


A semana final de propaganda, portanto, será de guerra na área governista. Tanto de guerra aberta contra o adversário histórico Borges, que parece ter alcançado um patamar de estabilização, quanto de guerra intestina, surda, porque Lídice, de aliada, passa a adversária de Pinheiro, aquela que poderá tirar a vaga dos petistas.


Fala-se muito em "casamento" e "companheirismo", mas esse argumento não resiste a uma observação. A pretensão senatorial de Lídice foi inicialmente rejeitada pelo PT, até com injunções públicas do presidente regional, Jonas Paulo, somente consolidando-se seu nome após o fracasso da aliança "à direita" com o próprio Borges.


No início da campanha, foi preciso que a candidata manifestasse preocupação com a falta de unidade na propaganda, no que foi secundada pelo seu lugar-tenente, Domingos Leonelli. O marketing afinal se ajustou, mas nada assegura que os pinheiristas, diante da dureza dos números, topem ir democraticamente para o sacrifício.

Luís Augusto Gomes - Por Escrito

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