Ajustando a sintonia fina de comentário


Leitor acrescenta: "Mesmo assim, sujeito a questionamentos legais e democráticos". Não resta a menor dúvida, e não nos passou pela cabeça retirar do governador ou de qualquer outro o direito de questionar.


Mas, se fomos mal entendidos, corrijamos a forma de dizer: o governador, que não é infalível, erra politicamente quando se expõe a ataques sobre um assunto em que, em suma, ele foi vitorioso cinco meses atrás.


E algo mais que não tinha sido citado: confessa o governo que usou recursos públicos para a tarefa de analisar o voto vencido do conselheiro, quando poderia estar preocupado com qualquer outro tema mais temporâneo e útil à administração.


O pior é que nem se pode acusá-lo de demagogia, pois o povo, para usar uma expressão que esteve em voga ultimamente, pouco está se lixando para o que um conselheiro de contas pensa da gestão de um governador.

Luís Augusto Gomes - Por Escrito

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