Jonas diz que vice é tão importante quanto senadores


Adepto de frases de efeito, Jonas define a situação como "fritar o peixe com um olho no gato", porque o sucessor de Wagner a partir de 2015, caso o governador seja mesmo reeleito, "seria incumbido de dar continuidade ao projeto político liderado pelo PT. Quando ao Senado, ele respeita, mas não compartilha de tese do governador de que os candidatos devem ser de outros partidos.


"Se o PMDB tivesse desejado, poderia ter o vice e um dos senadores da chapa, portanto isso poderia ocorrer agora, com outro partido", argumentou o presidente. Ele disse que a chapa majoritária "será discutida" com os aliados, mas dentro da perspectiva de que "a tradição na Bahia é a eleição dos senadores da chapa do governador".


Pessoalmente, Jonas Paulo defende para o Senado "um candidato de centro e outro mais à esquerda". Aparentemente, o ex-governador Otto Alencar atende à primeira hipótese, mas, quanto à segunda, a deputada Lídice da Mata (PSB), que reivindica a vaga, teria de enquadrar-se nos parâmetros apontados pelo petista: "Representatividade política, densidade eleitoral e capacidade de aglutinação".  

Luís Augusto Gomes - Por Escrito

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