Ferryboat entra na disputa pelo Senado

Há algo estranho nessa história, o que levou, por exemplo, o arquiteto Fernando Peixoto, em comentário radiofônico, a questionar os tais “testes de estabilidade” que estariam sendo feitos, pois se os ferries cruzaram o Atlântico não é nas águas fechadas da Baía de Todos os Santos que correrão risco de adernar.

Insinua-se uma novela em tudo semelhante à da própria aquisição e navegação das duas embarcações da Grécia ao Brasil, quando a chegada foi prevista e cancelada três ou quatro vezes.

É assunto altamente eleitoral, por se tratar de serviço essencial no transporte metropolitano cuja recuperação prometida pelo governo foi posta justamente sob a responsabilidade do hoje candidato oficial ao Senado, Otto Alencar – dai a investida de Geddel.

No noticiário ao longo da semana, no entanto, há uma informação a corrigir do portal de A Tarde: ao participar, segunda-feira, do programa de Raimundo Varela na TV Record, Wagner não anunciou o funcionamento dos dois barcos. Disse apenas que domingo virá num deles de Itaparica para Salvador. “Não sei se no Caymmi ou no Zumbi”, completou.

Luís Augusto Gomes - Por Escrito

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