Salvador, 21 de julho de 2018

Reestruturação da PM

Data: 25/06/2014
10:21:49

O leitor Emanuel Duarte Júnior pede, em e-mail, que “seja lembrado ao Sr. Jaques Wagner, DD Governador, que o projeto de reestruturação da PM-BA já deveria ter saído das gavetas ou dos armários da vida e enviado à Assembleia Legislativa. É muita humilhação!”



Toma teu rumo

Data: 25/06/2014
10:20:08

Em passado recente, Sarney, para explicar sua longevidade no ramo, disse que “a política tem porta de entrada, mas não de saída”.

Parece que agora mudou de ideia, depois de perceber que o eleitorado do Amapá está disposto a jogá-lo pela janela.



Uma eleição com Costa e mata-mata

Data: 24/06/2014
16:22:51

Se os desígnios dos sorteios da Fifa tivessem indicado para Salvador uma oitava-de-final da Copa proveniente dos grupos C e D, esta seria, a depender dos jogos das 17 horas de hoje, Costa Rica x Costa do Marfim.

Então, teríamos um fato político: Costa contra Costa, numa nomenclatura que esconderia um significado mítico, um conluio de orixás petistas para que outro não fosse o resultado da eleição de outubro senão aquele que faria de um Costa o vencedor.

Como isso é tecnicamente impossível, já que, por enquanto, apenas um Costa é candidato ao governo do Estado, resta recordar que Rui Costa (PT) vai enfrentar adversários de sobrenomes diferentes.

Desprezados os de partidos “nanicos”, que sobrevivem apenas porque foi sepultada a cláusula de barreira – instrumento que veda a existência de partidos sem o mínimo de representatividade –, restam-nos Lídice da Mata (PSB) e Paulo Souto (DEM).

De Souto, Rui Costa pode se considerar desvencilhado, pois afinal os sinais dão como certa a presença do ex-governador no segundo turno, respaldado por um segmento reemergente na política baiana, e não parece razoável a estratégia de combatê-lo.

O problema é que, como constataram os navegadores – portugueses, espanhóis, franceses, ingleses, apátridas e outros que por aqui passaram mais de 500 anos atrás –, além da costa, já devidamente povoada de índios, havia a mata, muito mais difícil de ser transposta.

Será bom que, na condição desvantajosa que lhe impõem o prestígio do governo e o quase completo desconhecimento que a sociedade demonstra de sua pessoa, o candidato oficial observe que sua adversária direta é justamente a senadora Lídice – para ele, uma densa floresta a devastar.



"Colaborador" tem 66% de acerto

Data: 24/06/2014
16:20:08

Decorridas mais de 24 horas da última postagem, mais abaixo, por dever de justiça daremos ao “colaborador anônimo” o crédito por ter nos afirmado antes, em mensagem que não foi aproveitada no devido tempo, que o Uruguai eliminaria a Itália.

Brincava ele, em e-mail, com o fato de o editor tê-lo jogado na fogueira ao anunciar, na nota “Alto risco”, seu palpite sobre México e Croácia, que se revelaria errado. Ao vê-lo publicado, enviou nova mensagem em que contra-atacava: “Caro Luís, já que é assim, vamos lá: o Uruguai despacha a Itália amanhã”.  E foi o que aconteceu há pouco, mal deglutíamos o almoço de feriado.

O colaborador cobrou o reparo, com todo direito, reiterando ainda seu saber estatístico: “Das minhas três previsões, acertei duas. E a Azzurra pela sétima vez sai na primeira fase, fora duas oitavas, ou seja, em metade das suas 18 participações chegou no máximo só ao quarto jogo”.



À deriva

Data: 24/06/2014
16:18:51

Não vamos entrar no mérito do negócio dos novos ferries encomendados a estaleiro da Grécia, sobre cujos preços divergem o vice-governador Otto Alencar e o empresário e – sabe-se agora – candidato a deputado Marcos Leonelli Espinheira.

Se as embarcações são ou não mais baratas que outras que já operam há muito tempo na travessia da Baía de Todos os Santos, é até bobagem discutir, tão fácil é verificar quem está com a razão, pois basta uma consulta aos dados disponíveis no mercado.

O que preocupa é a divergência entre Espinheira e o secretário Marcus Cavalcanti sobre o ponto do planeta em que se encontram os dois ferries, pois uns dizem que nem deixaram o Mar Egeu e outros garantem que já estão na metade do Mediterrâneo, faltando ainda o Atlântico para atravessar.

Se é esse o diligenciamento que fazem de tão caros e importantes equipamentos, é possível que, anunciados sucessivamente para o Carnaval e a Semana Santa, e de destino incerto já passado o São João, tenhamos de aguardar outra data do calendário para ver se o bichos aparecem.



MOMENTO COPA - Alto risco

Data: 23/06/2014
14:31:13

Previsão do “colaborador anônimo” de Por Escrito para assuntos copais: “Jogaremos contra o Chile as oitavas. E o México perderá para a Croácia, que enfrentará a Holanda”.

Isso poderá ser conferido logo mais, após a rodada que encerra o grupo A.



Leitores ficaram sem a Muito do domingo

Data: 23/06/2014
11:33:36

O aviso de primeira página, ontem, em A Tarde, de que “a revista Muito não circula nesta edição”, não incluiu o motivo da suspensão. Foi apenas um comunicado seco, mas não se pode deixar de associá-la à censura imposta ao artigo da autora teatral Aninha Franco, na edição do domingo anterior.

Seja porque pode haver um motivo proverbial, como o bloqueio por índios, meses atrás, de uma estrada por onde estava sendo trazida a revista, que é impressa fora do Estado, seja porque exista relação direta entre os dois fatos – censura e suspensão -, embora isso seja pura especulação, já que nem na internet se encontrou explicação.

No primeiro caso, se o fato se repetiu, temos de concordar que foi uma conjuminação dos deuses e dos movimentos sociais para punir a empresa jornalística pelo ato brutal e ultrajante de proibir a expressão da respeitada pensadora baiana. Se a motivação, entretanto, foi outra, só nos resta aguardar que a verdade seja revelada.



Controle da informação: da realidade à fantasia

Data: 23/06/2014
11:31:56

Um aspecto que sobressai no rumoroso caso é exatamente que ele não é rumoroso, ao contrário, é silencioso, como deveria não ser. E por trás disso há algo além do barulho da Copa, do São João e das convenções partidárias: a órgãos de comunicação não interessa discutir a censura praticada pelos seus proprietários.

No passado glorioso da imprensa escrita, quando o rádio era precário e a televisão, limitada, A Tarde, pela sua consolidada presença no mercado, se constituía no grande veículo da Bahia, até orgulhando-se dessa condição no slogan que lhe atribuía a detenção da verdade.

O poder decorrente de controle da informação foi exercido plenamente pelo jornal ao longo de décadas, tarefa bastante facilitada no período da ditadura militar, a qual apoiou expressamente. Simplesmente, um fato era suprimido do conhecimento geral porque seus diretores assim decidiam.

Vieram o avanço tecnológico e a expansão da comunicação, já se desenvolvia a internet, quando, na década de 90, com o regime democrático vigente, os critérios que norteavam a atuação do jornal eram, possivelmente, os mesmos da época da fundação, no começo do século XX – havia mesmo a crença de que a informação poderia ser dominada.



Credibilidade é a matéria-prima da imprensa

Data: 23/06/2014
11:29:12

Entretanto, prevaleceu a necessidade de sobrevivência econômica do empreendimento num ambiente em que a principal matéria-prima era a credibilidade, a qual vinha em flagrante declínio, o que era patente na redução drástica de circulação que o jornal apresentava em relação à já distante década de 70.

Juntamente com a renovação de equipamento para integrar a redação à era digital, estabeleceu-se uma transição gradual na direção de jornalismo e, posteriormente, um programa de redefinição editorial cujo objetivo era remover velhos vícios que comprometiam a qualidade e a imagem do produto.

E de fato, nos anos 2000, foi possível uma mudança que reposicionou A Tarde, ajudando a recuperar para a agora centenária folha o patamar de “respeitabilidade” ao qual se alçou historicamente – e não é à toa que o aspecto da tradição tem peso preponderante nessa equação.



A pretensão do velho papel de embrulhar peixe

Data: 23/06/2014
11:28:01

A escritora Aninha Franco era das mais talentosas articulistas da revista Muito. Que nos perdoe se cometermos algum erro grave na formulação do seu perfil, mas fazia análises sociais pertinentes, considerações pessoais, avaliações do processo cultural e crítica política.

Não se dispunha a determinar caminhos para ninguém, apenas propunha que cada um escolhesse o seu. Daí, “Trilhas”.

Uma das causas plausíveis da sentença que caiu sobre sua cabeça e a dos seus leitores é a visão dura que mantinha sobre o governo do Estado e o partido no poder, extensiva ao plano federal.

Especialmente, a teatróloga manipulava, em seu laboratório, um componente muito explosivo, que é a propaganda do governo estadual, generoso veio que tanto fascina os departamentos comerciais dos meios de comunicação. “O paraíso baiano nos comerciais de TV”, afirmou em título de pretérito artigo.

Como no tempo “imperial” do jornal, o comportamento foi considerado uma ousadia inaceitável. Mesmo com os ventos da modernidade, a autora foi contratada para divertir a audiência, ao que deveria limitar-se, deixando para falar de política quem “entendesse”.

Ou seja, no “ano das luzes” de 2014, A Tarde ainda acredita que, sem seu assentimento, a opinião pública não saberá de novas mensagens nem ouvirá outras ideias, assim como acha que não a afetará o crime intelectual perpetrado.

Antigamente, jornalistas perdoavam-se por erros cometidos com a brincadeira de que a edição, no dia seguinte, estaria enrolando peixe nos mercados. A Tarde não terá esse consolo, porque, hoje, peixes e outros frutos do mar são embalados em condições mais higiênicas.



BLAGUE NO BLOG - Antes só

Data: 23/06/2014
11:24:21

O jurista e político baiano Nestor Duarte (1902-1970) foi convidado em 1962 para disputar uma cadeira de senador pela Bahia, numa coligação que tinha Waldir Pires para o governo e Antonio Balbino para a outra vaga do Senado.

Avesso politicamente a Balbino, a quem considerava “um adorável amigo e um odiável adversário”, Nestor sentenciou: “Com Balbino, nem para o Senado eu quero ir”.



Globalização levou ao nivelamento das seleções

Data: 22/06/2014
08:59:18

Espantam-se os experts da imprensa esportiva com o desempenho das supostas “pequenas seleções” nos jogos da Copa do Mundo, mas a verdade é que nada há de mais normal e previsível.

Houve um tempo em que nem havia eliminatórias para a Copa, como na primeira edição, em 1930, única vez em que as federações nacionais foram convidadas. Os jogadores faziam longas viagens de navio, pode-se dizer que nenhum país sabia muito como era o futebol do outro.

Daquele passado aos dias de hoje, muita coisa mudou, a começar pelo interesse na disputa: mais de duzentas seleções lutam de quatro em quatro anos para ter o privilégio de ser um dos 32 participantes.

O progresso dos transportes e das comunicações também não pode ser esquecido, pois reduziu distâncias e permitiu o intercâmbio de conceitos, aperfeiçoamento da preparação física, concepções táticas e mesmo novas técnicas, como o aquecimento antes do jogo, lançado pelos húngaros em 1954.

Entretanto, a diferença fundamental foi ditada pela globalização futebolística dos últimos 30 anos, ou melhor, pela apropriação que os continentes mais ricos fizeram dos melhores jogadores do planeta.

Atuando na Europa, especialmente, mas também na Ásia, esses craques muito contribuíram para o nivelamento das equipes nacionais, numa era em que o esporte é praticado com rigoroso profissionalismo, eliminados todos os vestígios do amadorismo que por décadas o acompanhou.

Portanto, nada a estranhar, e os exemplos são muitos no Brasil: o antigamente humilde Chile eliminando a Espanha campeã, a Costa Rica tirando Inglaterra e Uruguai ou Itália, o Irã ameaçando até o último minuto a Argentina e mesmo a estreante Bósnia, apesar da derrota, exibindo um belo futebol contra a Nigéria. E outras “surpresas” virão.



Uma prova de que a imprensa discrimina

Data: 22/06/2014
08:56:09

Por Escrito tem publicado nestes dias, sob a epígrafe “Momento Copa”, textos sobre aspectos históricos da Copa do Mundo, assinados, por assim dizer, por um “colaborador anônimo”, na verdade um dos maiores especialistas do Brasil e, quiçá, do mundo na matéria.

E foi ele quem recordou, pois o próprio editor já havia esquecido, nota publicada neste blog em 07/12/13, intitulada “Imprecisão”, em que se comentava a observação de Galvão Bueno, ao serem sorteados Uruguai, Itália e Inglaterra para a mesma chave.

“Vamos ter um campeão eliminado na primeira fase”, disse o ultrapatriota locutor, ao que contrapusemos: “Na verdade, vamos ter pelo menos um campeão eliminado. Poderão ser dois”.

A seleção da Costa Rica comprovou a tese. E agora, com os seis títulos mundiais que têm somados, como gosta de calcular o renomado radialista, Itália e Uruguai se encaram terça-feira para ver quem continua.



MOMENTO COPA - Juízes precipitados

Data: 22/06/2014
08:54:34

Ao apitar o final do jogo França 5 x 2 Suíça “um segundo antes” de entrar a bola chutada por Benzema, que seria o sexto, o árbitro holandês Bjorn Kuipers impediu que o Estádio da Fonte Nova registrasse a exata média de seis gols por partida.

No entanto, com os 17 marcados nos três jogos lá realizados, o velho “Otávio Mangabeira” alcança a marca de 5,66 gols, que é superior à do mais “fértil” dos Mundiais, na Suíça, em 1954, quando chegou a 5,38.

O fato recorda lance semelhante acontecido na Copa de 1978, na Argentina, quando o “ladrão” galês Clive Thomas encerrou o jogo Brasil 1 x 1 Suécia com a bola ainda no ar depois da cobrança de um escanteio por Nelinho. “Um segundo” depois, Zico cabeceou para as redes, mas não valeu (colaborador anônimo).



Alguém está enxergando na cúpula do poder

Data: 21/06/2014
08:15:43

Enfim, uma luz se acende no Palácio do Planalto com a constatação, pelo secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ousando contestar o amigo e chefe Lula, de que o povão associou o governo do PT à prática de corrupção.

Sintomaticamente, a defesa do partido vem de um deputado cujo assessor foi apanhado em aeroporto com dinheiro na cueca, José Nobre Guimarães, fato que não o impediu de ser, como é, o líder na Câmara.

O PT jamais se preocupou com a própria imagem nos escândalos que o atingiram, preferindo a autoindulgência e a acusação de conspiração contra seus nobres princípios e ideais – e isso a partir do próprio líder maior, frequentemente envolto em contradições e ilusionismo.

Tendo tido a imprensa, sobretudo a categoria jornalística, ao longo de sua história, como uma abonadora das teses que pregava para o Brasil, o partido hoje no poder a secciona entre aliados e golpistas e propõe, sem autoridade moral que o justifique, o “controle da mídia”.



Em cada jornalista há um eleitor

Data: 21/06/2014
08:12:15

Mesmo nos intermináveis debates acadêmicos não se chegou a uma definição sobre a isenção da imprensa, mas, se vale um depoimento pessoal de quem está na lida há mais de 40 anos, o jornalista se divide, como qualquer pessoa, entre o profissional e o cidadão.

Neste longo período, este editor teve muitas vezes a oportunidade de escrever e também de votar, fazendo-o tanto de acordo com sua consciência que é possível que some duas dezenas de votos dados ao PT, inclusive no último pleito – para vereador, prefeito, deputado, senador e presidente.

No exercício da profissão, no entanto, tanto na ditadura quanto na democracia, sempre procurou assegurar-se da livre informação, da análise crítica e, também, da especulação, muitas vezes tendo falhado por equívoco, jamais por má-fé.



Melhor esquecer o xingamento no Itaquerão

Data: 21/06/2014
08:10:25

Portanto, voltando à questão inicial deste texto, o partido deve uma revisão ao povo brasileiro que tantas vezes o consagrou nas urnas, recusando claramente a cumplicidade com o crime, como faz agora com o exemplo do deputado André Vargas, acusado de ligações com um doleiro especializado em lavar bilhões de reais.

Inicialmente, os correligionários o jogaram às feras, preocupados com mais esse desgaste em ano eleitoral. Agora, já recuam e até promovem manobras no Conselho de Ética da Câmara para evitar a cassação.

Talvez as forças partidárias tenham se exasperado com o ataque verbal e as vaias à presidente Dilma, justamente o ponto da divergência entre Lula e Gilberto Carvalho, pois enquanto o ex-presidente acusou “ricos” pelo episódio do Itaquerão o ministro avaliou que não era só da “elite branca” a manifestação.

É mesmo possível que em tal demonstração de rejeição – perceptível, aliás, em variadas camadas da população, nos bares, nos ambientes de trabalho, nas filas – esteja a origem da radicalização como último recurso, algo como “diante do exposto, vamos partir pra cima”.

Isso se caracteriza pela disposição da cúpula petista de fazer “um desagravo” à presidente Dilma na convenção que oficializará, hoje, sua candidatura à reeleição. Melhor seria seguir em frente com novas teses que mexer em ferida tão recente.



Dezesseis anos na cerca

Data: 21/06/2014
08:08:53

Eliel Santana, entrando na chapa da Geddel Vieira Lima, é candidato à mais longa suplência do Senado brasileiro.



Marque um xis

Data: 21/06/2014
08:08:03

Desconhecem-se, em Copas do Mundo anteriores, incidentes como a invasão e o quebra-quebra no centro de imprensa do Maracanã, que é estádio onde se dará a final da competição.

O fato permite pelo menos duas alternativas: ou os torcedores chilenos não acompanharam sua seleção a outros países ou estão muito bem informados sobre o Brasil.



Vamos ver com Camarões

Data: 21/06/2014
08:07:02

Houve três lances capitais na atuação do goleiro chileno Ochoa contra a Seleção Brasileira. Num, ele fez realmente uma defesa espetacular, semelhante àquela considerada a melhor das Copas, do inglês Banks em 1970.

Nas demais, jogadores brasileiros, de dentro e nas proximidades da pequena área, arremataram mal, “em cima” do goleiro, que teve papel praticamente passivo. Mas é preciso valorizar a “muralha” para amenizar os erros dos “canarinhos” nas poucas chances criadas.



Geddel jamais batizou Derziê

Data: 20/06/2014
08:48:32

A valorização artificial de fatos, em jornalismo, se chama sensacionalismo, mais ou menos o que ocorreu na recente notícia de que “afilhado de Geddel Vieira Lima” ocupará cargo na Caixa Econômica.

Deu para confundir mesmo os mais experientes. Imaginou-se que o cidadão Roberto Derziê, funcionário da própria CEF há 20 anos, havia recebido, na tradição do cristianismo, o sacramento do batismo pelo hoje candidato ao Senado pelo PMDB da Bahia.

Sabe-se no jargão da imprensa que, para caracterizar determinada pessoa como protegida, ou escolhida, ou favorecida por algum mangangão, diz-se que ela é “apadrinhada”, no máximo que seu anjo da guarda é o “padrinho político”, jamais se usa “afilhado”, num título definitivo e enganador, até pela falta de aspas na dita palavra.

No presente caso, a mania de ver chifre em cavalo é dupla, pois o ungido, embora tenha sido diretor-executivo quando Geddel exerceu uma das vice-presidências da Caixa, substituindo-o depois, é uma indicação do PMDB, que é, por maioria, aliado da presidente Dilma na reeleição.

O teor da matéria sugere uma conspiração nas altas esferas da República para amaciar Geddel, cuja chapa “dará palanque a Aécio Neves no Estado”. É por isso que Geddel, de vez em quando, diz que a imprensa, sem assunto, “fica de trololó”.



"Nanicos" são profissionais da meteorologia política

Data: 20/06/2014
08:46:00

“Estão sempre fresquinhos porque vendem mais ou vendem mais porque estão sempre fresquinhos?” – indagava antiga mensagem publicitária de certa marca de biscoito, numa tirada inteligente para envolver o consumidor.

No caso do candidato ao governo Paulo Souto (DEM), o princípio não se aplica: ele não tende à vitória porque recebeu o apoio de 18 partidos, mas recebeu o apoio de 18 partidos porque tende à vitória.

A maioria dessas legendas são as chamadas “nanicas”, que proliferam na política brasileira e não têm força eleitoral – mesmo o tempo que agregam à propaganda no rádio e TV é insignificante em relação ao já disponível para as principais candidaturas, embora, claro, não seja de se jogar fora.

Seu valor mais aparente é o impacto psicológico no eleitorado, que acredita mesmo na eficácia desse apoio profuso. Mas a verdadeira importância é o papel de “termômetro” desempenhado por seus “proprietários”, invariavelmente profissionais na arte de saber a direção dos ventos.

Esta semana foi clara para demonstrar essa realidade. A coligação de Souto tinha 11 partidos na segunda-feira e ontem, três dias depois, já contabilizava 18. É o estouro da boiada. Os adversários, especialmente o candidato do governo, Rui Costa (PT), terão de remar muito contra a correnteza.



Sem disfarce

Data: 20/06/2014
08:42:28

A propósito, também na imprensa há ratos abandonando o navio.



Deputada apoia ação contra risco de alergias

Data: 20/06/2014
08:41:24

Autora do projeto de lei que determina a especificação e divulgação da quantidade de calorias e da presença de glúten e lactose nos cardápios de bares, restaurantes e lanchonetes, a deputada Graça Pimenta (PMDB) destaca a importância da consulta pública que a Anvisa realiza para definir mudanças nos rótulos de alimentos que contêm ingredientes capazes de provocar alergia.

“Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia dão conta de que, no Brasil, 8% das crianças têm alergia alimentar. As pessoas têm o direito de se alimentar bem, de saber o que estão ingerindo, para que possamos ter um mundo mais saudável”, disse a parlamentar, que é profissional de saúde e exerce a vice-presidência da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa.

Entre as substâncias alergênicas a serem listadas nas embalagens dos produtos estão cereais com glúten, crustáceos, ovo, peixe, amendoim, leite, soja, castanhas, nozes e sulfitos, bem como os alimentos que contenham traços ou derivados desses ingredientes. As informações, segundo o projeto, deverão constar ao lado de cada produto nos cardápios.



Motivos deveriam estimular permanência de Gaban

Data: 20/06/2014
08:39:35

Apesar da longa carta dirigida à imprensa, ainda está por ser devidamente esclarecido o motivo que levou o deputado Carlos Gaban (DEM) a desistir de uma carreira política que foi vitoriosa enquanto esteve no poder, inclusive tendo chegado à presidência da Assembleia Legislativa, e que adquiriu especial brilho nos últimos anos, quando lhe coube o exercício da oposição.

Na carta, o deputado se diz “pequeno diante das forças crescentes da impunidade e da corrupção” na Bahia e “impotente” por não ver investigadas e punidas “incontáveis denúncias” que envolvem “editais escancaradamente direcionados”, contratos de empresas com o governo “multiplicados até por oito” e “preços escorchantes e vergonhosamente superfaturados”.

Ora, esses são motivos dos mais consistentes para estimulá-lo a continuar firme em sua trajetória, ainda mais sabendo os que o conhecem que se trata de um homem de visão política, estudioso de temas importantes para o Estado e desenvolta atuação parlamentar – na tribuna, nas comissões e nos bastidores.

Estranha-se que fale em dificuldades eleitorais fazendo parte de um grupo político em ascensão, que tem o candidato ao governo liderando com folga as pesquisas e ainda o bem avaliado prefeito da capital, do qual é tio por afinidade. Um grupo político que, com o envio de seus principais nomes locais para a Câmara dos Deputados, muito se ressentirá da falta de vozes experientes na Assembleia.



Dilma ficou "estarrecida" com enchente no Sul

Data: 18/06/2014
16:41:22

A presença de governantes nos locais onde ocorreram grandes tragédias ou catástrofes naturais é, por assim dizer, um dever protocolar, indeclinável diante da responsabilidade que lhes foi delegada. Ao lado do povo em sofrimento, a autoridade solidariza-se e anuncia medidas para combater a situação.

No Brasil, no entanto, onde a emergência climatológica parece restrita às grandes inundações, porque na seca não morre ninguém afogado nem as casas são levadas, a tradição é a do sobrevoo.

Sobe o rio aqui ou acolá e num instante está a câmera do telejornal pegando o presidente ou o governador – prefeito não pode curtir essa – contra a janela do avião, e a desgraceira lá embaixo, como acontece agora com a presidente Dilma Rousseff.

Após ver de cima, no Paraná e Santa Catarina, as áreas devastadas pelas chuvas, com milhares de pessoas desabrigadas, ela declarou: “Fiquei estarrecida com o grau de alagamento do rio, ele rompeu as margens, você não sabe onde é rio e onde é cidade, submergiu casas”.



O tucano que não quis voar de volta

Data: 18/06/2014
16:39:30

Entretanto, quanto a distanciamento do pepino, ninguém se iguala ao então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (o mesmo do “mensalão tucano”), quando das enchentes que em 1996 assolaram o Estado, principalmente a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em férias na Europa, limitou-se a mandar instruções, lá permanecendo por mais 15 dias enquanto os problemas se avolumavam. Ante o escândalo produzido por tal comportamento em tão longo período, resolveu voltar, mas não precisava. Já tinha perdido, para Itamar Franco, a reeleição que seria implantada um ano depois.

Não tenhamos, porém, o espírito do colonizado. Se nos serve de consolo, também o presidente George W. Bush não atendeu à expectativa de seus compatriotas, demorando quatro dias para ir, em 2005, às regiões devastadas pelo furacão Katrina, especialmente Nova Orleans. A diferença é que foi novamente eleito, para continuar a matança que empreendia.



Quem espera tempo ruim não é presidente

Data: 18/06/2014
16:37:25

Aproximando-nos mais, no tempo e no espaço, recordemos o terremoto de 8,2 de magnitude que matou e destruiu no norte do Chile no dia 1º de abril deste ano. Imediatamente, lá estava a recém-empossada presidente Michelle Bachelet para sentir a dor dos seus irmãos.

Ocorre que algumas horas após sua chegada, um novo tremor foi registrado, em proporção um pouco inferior à do primeiro, mas igualmente perigoso. Foi o bastante para “a segurança” embarcar novamente a presidente e tirarem o corpo todos eles. Ou seja, solidários somos, mas morram sozinhos.



Em tempo

Data: 18/06/2014
16:35:20

Ocasiões como a atual, pelo menos no Brasil, servem para o envio de kits de alimentação e abrigo, sabe-se lá em que tipos de licitação adquiridos, e para promessas de dinheiro que nunca chega.



E por falar em solidariedade...

Data: 18/06/2014
16:34:10

Da imprensa: “Conselho de Ética do Solidariedade arquiva processo contra o deputado Luiz Argôlo”. Também, com um nomes desses...



O melhor é sair de baixo

Data: 17/06/2014
14:37:33

Como diria o filósofo contemporâneo Raimundo Varela, estamos num hospício. Agora é o ministro refratário Joaquim Barbosa quem vem a público posicionar-se contra os impropérios dirigidos à presidente Dilma no jogo de abertura da Copa do Mundo.

Outras personalidades já o tinham feito antes, com objetivo mais político e imediato que de reparação, como o ex-presidente Lula e o expoente petista Rui Falcão – não confundir com desconhecidos do mesmo prenome.

Para usar num exemplo o mesmo ambiente em que se deu a estrepitosa descompostura presidencial, é como quando estamos numa arquibancada e somos atingidos por uma bolinha de papel. Experimente-se olhar para trás e tentar identificar, entre centenas de rostos, o autor do delito.

Todos são culpados e nenhum é culpado. É a lógica das multidões, contra a qual não adianta se insurgir. Vaiou, tá vaiado, assim como mandou, tá mandado. O resto é esperneio inútil. Alguém vai querer negar razão à massa?



Nosso destino nas mãos do povo

Data: 17/06/2014
14:34:30

Não há dúvida de que as eleições de outubro na Bahia, embora ambos não sejam diretamente candidatos, oporão os políticos que construíram melhor seus nomes nos últimos anos: o governador Jaques Wagner e o prefeito ACM Neto, com tudo que cada um representa ou deixa de representar.

O povo, através de Paulo Souto e de Rui Costa, julgará duas realidades tidas como diferentes – e se para uns há características dos padrinhos que possam ser tomadas como qualidades, a outros não obsta que se afigurem como graves defeitos.

Por exemplo, é possível que o que a muitos pareça passividade e frieza do governador revele-se, sob ótica diferente, o exercício da tolerância e um benfazejo espírito conciliatório, como deve ser o ideal da maioria.

Assim como outros veem no estilo mais efusivo e resoluto do prefeito a qualidade de que a Bahia precisa, havendo ainda quem enxergue no seu desempenho o DNA da prática opressiva e vertical de triste memória para os que a têm. Enfim, somente os números finais dirão que tese prevaleceu.



Vitório foi à Assembleia

Data: 17/06/2014
14:32:37

Disfarçada no calendário repleto de folgas, passou hoje quase despercebida a presença quadrimestral do secretário da Fazenda, Manoel Vitório, na Assembleia Legislativa, para prestar as contas do Estado, por obrigação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

No “plenarinho”, pela manhã, nem as cadeiras das filas da frente, reservadas a deputados estavam totalmente ocupadas, diante de uma prática “democrática” inócua, mais um placebo institucional, visto que se desconhece qualquer efeito prático de alguma dúvida levantada ou denúncia feita em passagens anteriores.

Como sempre, uma sessão de questionamentos, mas que só serve, afinal, para a autoridade assegurar que está garantido o equilíbrio das finanças e que os indicadores, em geral, estão no melhor dos mundos, salvo a inconformidade que gerou crítica da oposição, o aumento em 23,59% na despesa contra 21% na receita.

O líder da oposição, Elmar Nascimento, fez uma indagação objetiva: por que o Tribunal de Contas do Estado e o Tribunal de Contas dos Municípios fazem interpretações opostas para o uso em outros fins de recursos de empréstimos e convênios com destinação específica? "Enquanto o primeiro aprova, este último condena as contas dos gestores que agem dessa forma", afirmou.



Cinco por partida

Data: 16/06/2014
15:22:59

Os estatísticos agradecem a contribuição da Península Ibérica para a elevação da média de gols da Copa.



Lula crê na demagogia para levar rebanho

Data: 16/06/2014
15:14:44

Declarações de Lula, com toda reverência ao cargo que ocupou por oito anos, devem ser sempre recebidas com reserva, desconfiança e um pé atrás. E sobre ele não se deve ter medo de dizer a verdade, como teve o candidato José Serra ao enfrentar Dilma Rousseff em 2010.

Tendo sido o comandante do maior estelionato eleitoral que se poderia cometer em nome da esquerda brasileira, tudo que o ex-presidente diz tende ao fantasioso e ao tendencioso, para não dizer, à mentira e à manipulação.

A dimensão do ridículo que alcança em algumas situações não tem medida nem pudor, como afirmar que, na vaia e xingamento à presidente Dilma no jogo de abertura da Copa, somente ela, no estádio, tinha “cara de pobre” – os manifestantes eram todos “ricos”, raivosos pelo combate à pobreza.

Mas Lula não age como num recurso desesperado. Ele conta em ser ouvido por uma ampla faixa da população sem educação e sem discernimento, suposto sustentáculo de sua “popularidade” após a perda do respeito e da credibilidade que conseguiu ostentar por muito tempo nos segmentos mais bem formados da sociedade.



O cigarro colocado acima da saúde pública

Data: 16/06/2014
15:13:05

Era – o operário iletrado que deixou o chão da fábrica para liderar e simbolizar a luta contra a injustiça social – dono inegável de todo crédito, atraindo progressivamente, pela mensagem de ética e da democracia, forças que terminaram por conduzi-lo ao topo do poder.

Lá chegando, entretanto, demagogia e corrupção é o que se viu. Compromissos foram traídos e princípios, jogados no lixo, numa escala em que não se imaginava, mesmo com a renúncia histórica contida na “Carta aos Brasileiros”, assinada pelo próprio Lula em junho de 2002, um monte de propostas não cumpridas.

Aos 15 dias de governo, quando a nação, de respiração já não tão presa, aguardava as primeiras medidas de uma nova era, noticiou-se que o presidente determinara a reforma da churrasqueira da Granja do Torto – residência oficial. Não foi isso, afinal, fato tão grave, embora politicamente leviano, debitável à finesse gustativa do ex-presidente.

O problema é que ele estreou no campo administrativo, em abril de 2003, com uma medida provisória autorizando a propaganda de cigarros no GP do Brasil de Fórmula 1, que havia sido banida por lei, aliás, de autoria do deputado baiano Jutahy Júnior.

Não poderia haver sinalização mais expressiva de como seria tratada a saúde no país a partir daquele momento, pois o Brasil, que nestes últimos anos tem se orgulhado de uma improvável posição forte no cenário internacional, retrocedeu de um passo que há muito havia sido dado pelas nações civilizadas.



Os males que seriam combatidos

Data: 16/06/2014
15:10:24

O documento citado no texto acima é longo e comporta muita discussão e análise nos dias de hoje, o que pode ser constatado por simples leitura. Para instigar uma consulta, reproduzimos abaixo três dos seus 45 parágrafos, na forma sequenciada como foram escritos.

“Se em algum momento, ao longo dos anos 90, o atual modelo conseguiu despertar esperanças de progresso econômico e social, hoje a decepção com os seus resultados é enorme. Oito anos depois, o povo brasileiro faz o balanço e verifica que as promessas fundamentais foram descumpridas e as esperanças frustradas.

“Nosso povo constata com pesar e indignação que a economia não cresceu e está muito mais vulnerável, a soberania do país ficou em grande parte comprometida, a corrupção continua alta e, principalmente, a crise social e a insegurança tornaram-se assustadoras.

“O sentimento predominante em todas as classes e em todas as regiões é o de que o atual modelo esgotou-se. Por isso, o país não pode insistir nesse caminho, sob pena de ficar numa estagnação crônica ou até mesmo de sofrer, mais cedo ou mais tarde, um colapso econômico, social e moral”.



Deus salve a baía

Data: 16/06/2014
15:08:54

Se não for enforcada em razão de estar quase no meio de sete datas “complicadas” pela Copa, fim de semana e feriados, a próxima quarta-feira será o dia em que a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, às 10 horas, receberá o relatório da expedição técnica à Baía de Todos os Santos realizada no último dia 7.

O deputado Marcelino Galo (PT) cita o valor científico do percurso, “em que foi registrada a degradação do mar”, e destaca a participação de estudantes universitários de gestão ambiental – “o acesso da juventude a essa realidade, contribuindo para a formação das novas gerações na filosofia da preservação e da sustentabilidade”.

A comissão, da qual Marcelino é vice-presidente, tem na presidência o deputado Leur Lomanto Junior (PMDB) e, como demais titulares, os deputados Adolfo Viana (PSDB), Kelly Magalhães (PCdoB), Ivana Bastos (PSD), Joseildo Ramos (PT), Aderbal Caldas (PP) e Marquinho Viana (PV), além dos suplentes Paulo Câmera (PDT), Maria del Carmen (PT), Neusa Cadore (PT) e Tom Araújo (DEM).



Em busca das ciclovias perdidas

Data: 16/06/2014
15:04:57

Procuram-se os 215 quilômetros de ciclovias que, segundo disse em junho de 2011 o secretário estadual da Copa, Ney Campello, Salvador teria para a Copa Mundo.

Mas quem pedala por esporte ou usaria a bicicleta como transporte já ficaria satisfeito com os 140 quilômetros anunciados pela diretora da Conder Lívia Gabrielli, também há três anos.



Será que Portugal vira?

Data: 16/06/2014
14:05:01

Na Copa de 1966, quando tinha Eusébio, Portugal virou para 5 a 3 um jogo decisivo em que perdia de 3 a 0 para a Coréia do Norte.

É possível que repita a proeza na partida de hoje, em que, no intervalo, leva da Alemanha idêntico placar àquele de quase 50 anos atrás.

Se não for revertido, o resultado serve para caracterizar a “relatividade” do futebol, como se dizia nas discussões de bar.

Salvador foi tida como privilegiada – e de fato – com o sorteio de três “grandes jogos”, por envolverem seleções de alto valor técnico.

Mas, em vez de jogos duros, disputados, o que se viu até agora foram goleadas (esperamos que o segundo tempo de hoje não o desminta).

Enfim, resta-nos Suíça x França, sexta que vem, para a improbabilidade de festejarmos muitos gols. São times médios, e os helvéticos têm sua tradição de “ferrolho”.




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