Salvador, 22 de junho de 2018

Afolozou geral

Data: 24/07/2010
14:52:31

Ensina um experiente político sobre o exercício da oposição: "Governo, se você aliviar, ele relaxa".


O problema é que hoje há governos que relaxam até sob pressão.



Humilde repórter cria problema nacional pra ACM

Data: 24/07/2010
14:49:36

No dia 4 de novembro de 1982, ano das primeiras eleições diretas para governador em 17 anos, deixei o recesso do lar e minhas crianças pequenas para, por puro gosto, assistir na Boca do Rio, onde residia, a um comício do candidato ao governo do Estado pelo extinto PDS, João Durval Carneiro.


Estava presente, naturalmente, o mentor da candidatura, o então governador biônico Antonio Carlos Magalhães, que iniciou a noite atacando o ex-prefeito também biônico Mário Kertész, seu pupilo que se bandeara para o PMDB e apoiava o oposicionista Roberto Santos.


ACM não gostara de Kertész ter percorrido o bairro durante o dia, com um carro de som, pedindo que a população não comparecesse ao comício, e no seu estilo autoproclamado de inventar defeitos para os inimigos que não os tivessem bradou ao microfone:


"Eu soube que passou hoje por aqui um bode". E passou os dedos no queixo, simulando a barbicha do ex-prefeito. Depois completou: "Um judeu mal-cheiroso que eu demiti da Prefeitura como ladrão!"


Após o susto, telefonei para o chefe da sucursal de O Globo em Salvador, na época o jornalista Raymundo Mazzei, relatando-lhe o fato. Mazzei perguntou se eu sustentaria a informação caso houvesse desdobramento após a publicação.


Ante a resposta afirmativa, despachou o material, que dois dias depois foi publicado, gerando fortíssima reação da comunidade judaica brasileira através de suas mais destacadas entidades. Só teve um senão: o jornalista confundiu-se na hora da redação e trocou o termo para "fedorento", que correu o país.


O senador ACM, que teve de se retratar, morreu sem saber quem lhe causara aquele problema todo. (Luís Augusto Gomes)



Hospital da Criança será inaugurado

Data: 24/07/2010
14:48:11

O deputado Zé Neto, que na bancada do PT é dos que mais demonstram trânsito nos meandros do poder, anuncia para 15 de agosto a entrega, em condições de funcionamento, do Hospital da Criança de Feira de Santana.


Serão 270 leitos, sendo 70 de UTI e semi-UTI, mas ainda não está definida a quantidade de servidores. O deputado defende a seleção pública aberta para preenchimento das vagas, com prova de títulos na internet.



Deputado sem caneta

Data: 24/07/2010
14:46:25

O concurso público foi descartado porque se trata de gestão terceirizada. Se assumisse o quadro de pessoal, a Secretaria da Saúde, segundo o parlamentar, estouraria o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. "São cinco hospitais em operação e a serem inaugurados. Não há como fazer a gestão diretamente sem passar do teto legal", explicou.


Na conversa um tanto barulhenta com jornalistas, não foi captado como o assunto saiu, mas Zé Neto declarou: "Eu, fazer indicações? Isso seria um absurdo. Mesmo porque indicar hoje desgasta mais do que ajuda. Quando você indica um, desagrada dez".



Ói nóis aqui travêis

Data: 24/07/2010
13:24:46

A reaparição no cenário político do empresário João Cavalcanti, a serem verdadeiras as informações sobre sua atuação na campanha eleitoral, mostra como são as relações partidárias no país.


Dizem as notícias que ele está apoiando - não se sabe como nem se presume - seis candidatos a deputado de quatro partidos diferentes.


Em tempo: estranha-se também que ele agora esteja com Wagner, depois de ter sido cotado até para a chapa majoritária de Geddel, mas isso é café pequeno hoje em dia.



PT enfrentará dureza para manter bancada

Data: 23/07/2010
13:05:47

Tendo como base a estimativa de especialistas de que a coligação PT-PP-PDT-PRB elegerá 22 deputados estaduais, presume-se que o PT, apesar de se falar até em 15 cadeiras, terá de lutar para manter a atual bancada, de dez deputados - e entre eles haverá os que terão dificuldade de reeleição.


PP quer manter os cinco parlamentares que detém hoje na Assembleia Legislativa. Seriam reeleitos Aderbal Caldas, Luiz Augusto e Ronaldo Carletto e entrariam Cacá Leão e Mário Negromonte Junior, substituindo Roberto Muniz, suplente de Walter Pinheiro (PT) ao Senado, e Luiz Argôlo, candidato a federal.


O PDT também busca uma bancada de cinco parlamentares, reelegendo os "históricos" Roberto Carlos e Euclides Fernandes e ganhando mais três vagas com Marcelo Nilo, Paulo Câmera e João Bonfim. O deputado Emério Resedá não tentará o sexto mandato, apoiando seu genro Tom Araújo (DEM).



PRB assumirá representação da Universal

Data: 23/07/2010
13:04:23

O PRB, hoje legalmente sem representante na Assembleia, é o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus e tem como principal candidato o ex-deputado José de Arimatéia. Poderá eleger até três deputados, pois traz nomes de expressão, como o vereador Sidelvan Nóbrega e Sheila Varela, mulher do radialista Raimundo Varela, da TV Itapoan/Record, ligada à Universal.


Na verdade, dos atuais deputados estaduais dois foram eleitos com a força da igreja: Eliedson Ferreira (DEM) e Ivo de Assis (PR). Com a instauração definitiva da fidelidade partidária, o poder sobre os mandatos passou às direções dos partidos, forçando a Universal a cancelar a ideia de reeleição de ambos e concentrar seus parlamentares, a partir da próxima legislatura, numa única legenda.



Companheiros disputarão cadeiras palmo a palmo

Data: 23/07/2010
13:02:09

Esses números indicam que os três parceiros poderão conquistar até 13 cadeiras na coligação denominada "Pra Bahia seguir mudando", nesse caso deixando nove para o PT, menos do que tem atualmente. É nesta altura que entra outra questão: saber quem permanece na bancada e quem fica na suplência em 2011.


Somente oito petistas tentarão a reeleição, pois Waldenor Pereira e Valmir Assunção são postulantes à Câmara dos Deputados. Fonte da Serin assegura que estudo feito pela secretaria aponta com boas chances de eleição um grande grupo de novatos - seriam novatos na Assembleia, pois todos são ex-prefeitos, vereadores ou têm larga experiência política.


Na relação se destacam Rosemberg Pinto, Luiza Maia, José Raimundo, Carlos Brasileiro, Joseildo Ramos, Joacy Dourado, Marcelino Galo, Professor Valdeci, Vânia Galvão e Gilmar Santiago. Todos dispostos sentar nas cadeiras hoje ocupadas por Fátima Nunes, Zé Neto, Bira Corôa, J. Carlos, Isaac Cunha, Neusa Cadore, Paulo Rangel e Yulo Oiticica.



Exclusivista

Data: 23/07/2010
12:59:40

Na falta de outro tema para empreender sua guerra santa ao Estado, o prefeito João Henrique investe contra as blitze da Polícia Militar.


Como se somente ele tivesse o direito de engarrafar o trânsito.



Memórias daqueles tempos dos comícios

Data: 23/07/2010
12:58:02

No passado as pessoas iam a comícios muitas vezes até para conhecer o candidato, ouvir suas propostas, pois outros meios não existiam e a população tinha interesse em participar de alguma forma da política.


Num passado mais recente, quando a política já havia desencantado a população, os políticos ainda precisavam dos comícios para reunir multidões e usar as filmagens em programas eleitorais, como demonstração de força.


A solução foi criar os showmícios - hoje proibidos -, pagando-se a peso de ouro as grandes estrelas da música para apresentações obviamente gratuitas para os eleitores, que apareciam, curtiam seus ídolos e pouca importância dava ao blablablá do palanque.



''Todo político vai aonde o voto está...''

Data: 23/07/2010
12:56:15

Na Bahia, quando os principais candidatos ao governo do Estado apelam para as "caminhadas" e para o "corpo a corpo", isso não é nenhuma nova "técnica de marketing", mas recurso forçoso. Se o povo não se reúne para ouvir o que têm a dizer, eles mesmos vão atrás do povo, em conveniente adaptação da história de Maomé e a montanha.


Pelas personalidades envolvidas, um marco exemplar da aposentadoria ainda que momentânea dos apaixonados e mobilizadores comícios pode ser apontado no fiasco que o presidente Lula e a candidata Dilma viveram recentemente na Cinelândia, Rio de Janeiro. Das 100 mil pessoas esperadas, não apareceram 15 mil.



País carece de uma causa para se mexer

Data: 23/07/2010
09:52:34

A disputa pelo poder máximo no país não é um choque de ideias e propostas a empolgar uma população próxima dos 200 milhões de habitantes, que talvez não sonhem, mas gostariam de ter melhores condições de vida.

 

Na dureza da sobrevivência, porém, sublimam a carência e parecem apenas esperar que não mexam muito nas coisas, que assim tá dando pra levar.


Naquele dia, o segmento carioca desse imenso povo brasileiro agiu como se quisesse dizer a Lula: "Olha, nós te damos 80% de popularidade, mas não vamos exagerar, nada desse negócio de sair de casa pra conversa mole, ainda mais em dia de chuva".

 

Quem sabe um dia, suspiram os esperançosos, o Brasil tenha uma causa que o leve às ruas.



Debate político é assunto de jornalismo

Data: 21/07/2010
23:50:26

Debates na TV entre candidatos a cargos eletivos - tão importantes que obedecem a normas da Justiça Eleitoral - devem ser responsabilidade do departamento de jornalismo da emissora promotora, com regras claras, aprovadas por todos os participantes.


Por motivos óbvios, é desaconselhável a interferência nesses eventos de entidades estranhas à imprensa, especialmente quando envolvidas no processo político-partidário, ainda que estatutariamente lhes sejam vedadas atividades dessa natureza.


Por isso, tem suas razões o governador Jaques Wagner ao recusar o convite para o debate que a União dos Municípios da Bahia (UPB) e a TV Aratu organizam entre os candidatos ao governo estadual para o dia 11 de agosto.



Entidade tomou caminho do confronto político

Data: 21/07/2010
23:48:35

Na atual gestão, a UPB adotou práticas que fogem a sua finalidade, como a mobilização de prefeitos de 29 de abril do ano passado, no Centro Administrativo, com o objetivo de desgastar o governador, que desde então evita comparecer a solenidades na sede da entidade, no próprio CAB.


Na época, os cerca de 40 prefeitos que participaram da manifestação foram transformados pela UPB em "mais de 250". Pressionada, a entidade passou à imprensa uma lista fictícia de presentes, objeto de desmentidos de diversos prefeitos relacionados.


Agora, vinculada oficiosamente à candidatura do deputado Geddel Vieira Lima, pela ação de seu presidente, Roberto Maia (PMDB), a UPB demonstra que nem neste 2010 em que se completam 50 anos de sua morte, Mangabeira será deixado em paz no assento etéreo que mereceu - os absurdos continuam estreando na Bahia.



Wagner não poderá evitar debate isento

Data: 21/07/2010
23:46:31

A TV Aratu fez nas eleições municipais de 2008 o melhor dos três debates organizados por emissoras locais, e faz jus a esse reconhecimento porque expressou aos jornalistas participantes - entre os quais o editor de Por Escrito, na época pela Tribuna da Bahia - que não havia compromisso nem restrição a perguntas, garantindo até réplica às respostas dos candidatos.


Questionado sobre o novo modelo, com a participação da UPB, Geddel disse em recente entrevista que a parceria "não tira da TV Aratu a isenção para patrocinar o debate, como o fato de a TV Bahia ter acionistas que são correligionários de um dos candidatos não lhe tira a legitimidade e a idoneidade".


A propósito, espera-se que outras TVs baianas promovam neste período debates nos moldes tradicionais, com a participação de jornalistas de independência e imparcialidade provadas, para evitar distorções e joguetes numa iniciativa que deve render homenagem à democracia. Desses, o governador Wagner não terá justificativa para ausentar-se.



Deputado queria levar sessão sozinho

Data: 21/07/2010
23:45:03

Na sessão talvez a mais melancólica da atual legislatura na Assembleia Legislativa, o deputado Fernando Torres (DEM) fez a abertura dos trabalhos e anunciou o pronunciamento do único colega presente, Álvaro Gomes (PCdoB), que, como de hábito, foi o primeiro orador a usar os cinco minutos do pequeno expediente.


O problema é que Álvaro, interessado em manter a sessão e tentar enfim votar seu projeto de extinção da tarifa-assinatura telefônica, ofereceu-se para falar no grande expediente, quando o tempo é de 25 minutos, e nos horários seguintes também. E iniciou o discurso, para desespero de Torres, que teve de ficar preso à cadeira da presidência.


Álvaro falava da importância do seu projeto e conclamava os deputados a irem para o plenário, já que o painel eletrônico indicava a presença de 35 parlamentares na Casa. Nesse momento, chegou Clóvis Ferraz, que assumiu a presidência, enquanto Torres pedia verificação de quórum. Álvaro achou uma desconsideração interromper sua fala, mas não teve saída.



Bancada a tiracolo

Data: 21/07/2010
23:43:32

Outros deputados haviam chegado, e o presidente, obedecendo à praxe criada por acordo de lideranças, concedeu o prazo de espera de 15 minutos, que os parlamentares usam para discursar a título de "questão de ordem".


Um dos que usaram a palavra foi João Carlos Bacelar (PTN), que olhando para a cena vazia acusou o governo de não querer "discutir nada". Ante a zanga de Álvaro com a iminente queda da sessão, recomendou: "V.Exª quer sessão? Então devia trazer sua bancada".



Chove-não-molha

Data: 21/07/2010
23:42:30

É consenso na Assembleia que não haverá recesso de meio de ano, regimentalmente previsto para 1º a 31 de julho, mas que só pode ser iniciado depois de aprovada a Lei de Diretrizes Orçamentárias.


Mesmo que a LDO venha a ser votada na próxima-terça-feira, 27, o que é altamente improvável, restariam somente quatro dias no mês, e a sessão legislativa teria de ser reaberta em 1º de agosto.


O governo vai conseguindo seu objetivo de evitar choques num plenário em que, rigorosamente, está em minoria, e ainda prende na capital deputados da oposição que deveriam estar atrás de votos.



O polvo Getúlio

Data: 21/07/2010
23:41:07

Pronunciamento do deputado Getúlio Ubiratan (PMN) chamou a atenção quando ele citou "os acordos que foram feitos no futuro".


Pequeno lapso que o deputado Misael Neto (DEM), assistindo à sessão na sala do cafezinho, não perdoou: "Oxente, é o polvo Paul todo", lembrando o molusco vidente da Copa do Mundo.



Lídice, Lídice...

Data: 21/07/2010
23:39:26

Nos bastidores, continua muito comentada a preocupação dos petistas com o risco que poderia correr Walter Pinheiro nas eleições para o Senado.


Como numa espécie de instinto de conservação, eles estariam, em certos municípios-chave, mudando de propósito a composição da chapa para comunhão com as forças locais.


Dois exemplos: em Feira de Santana, os votos estão sendo pedidos para Pinheiro e José Ronaldo (DEM). Em Juazeiro, a dobradinha é com Edson Duarte (PV).



Bahia tem bicampeão nordestino

Data: 21/07/2010
23:37:07

Em meio ao desastre da Bahia na avaliação do ensino fundamental, com seis municípios do Estado entre os dez piores do país, Boa Vista do Tupim, na Chapada Diamantina, a 320 quilômetros do Brasil, obteve pela segunda vez o primeiro lugar no Nordeste, com nota 5,8 no Ideb - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - para as classes da primeira à oitava séries.


O número foi destacado pelo ex-prefeito Helder Campos (PSDB), que tenta este ano chegar à Assembleia Legislativa. "A média internacional é 6,0, enquanto em todo o Brasil a média fixou em 4,4", informou, atribuindo os resultados às ações implementadas em seus dois mandatos, de 1997 e 2004, continuadas pelo sucessor e correligionário, prefeito Iran Campos, que obviamente não é seu parente.


"Decidimos investir em educação, e por isso destinamos a esse setor 60% do orçamento municipal, para assegurar o bom estado da rede de escolas, mas sobretudo para qualificar os professores", disse Helder. Boa Vista do Tupim tem 20 mil habitantes e sua economia baseia-se na pecuária e na cultura da mamona.



Eterno aliado

Data: 21/07/2010
23:36:22

O deputado Jurandy Oliveira (PRP) está encantado com a recuperação de rodovias no interior da Bahia. "As estradas agora têm garantia de cinco anos. Acabou aquele tempo da estrada sonrisal, que quando a obra chegava ao fim o trecho inicial já estava destruído", afirmou, com a convicção de quem conheceu bem "aquele tempo".



Diálogo fica difícil na Assembleia Legislativa

Data: 21/07/2010
02:04:07

Pode-se dizer que uma profunda crise marca as relações das bancadas do governo e da oposição na Assembleia Legislativa. Palavras duras de um lado, ironia do outro, as tentativas de acordo vão sucessivamente por água abaixo e projetos importantes não são votados, com destaque para a Lei de Diretrizes Orçamentárias.


A sessão dessa terça-feira mais uma vez caiu por falta de quórum sem que os líderes chegassem a um acordo. A oposição, segundo Heraldo Rocha, só aceita votar as matérias em bloco, o que inclui, além da LDO, o projeto de atualização dos limites municipais da Bahia, o reajuste do Ministério Público e o veto do governador a emenda recentemente aprovada na área do Judiciário.


Waldenor Pereira disse que apelou a Heraldo e ao líder do PMDB, Leur Junior, por um entendimento para votar quatro projetos, fora o do veto do governador, e que ofereceu a relatoria de três deles a deputados da oposição. O governo rejeita emendas à LDO para mexer em recursos da segurança e da propaganda, mas admite quatro outras que, na verdade, tratam apenas de boas intenções a serem apostas à lei.



Oposição perdeu fé na eleição, diz Waldenor

Data: 21/07/2010
02:01:54

Waldenor reagiu ao fim do diálogo - pelo menos por ontem - com uma tese que já havia defendido antes: "O não-acolhimento da proposta caracteriza que o DEM e o PMDB já jogaram a toalha com relação às eleições. A LDO orienta a elaboração do orçamento de 2011. Se eles têm esperança de eleger o governador, por que bloqueiam a votação do projeto?"


Outro entrave é que, no ano passado, para aprovar por acordo o orçamento atual, o governo aceitou a destinação, a cada deputado oposicionista, de duas ambulâncias para municípios que indicassem. Só que os governistas vêm fazendo as entregas como se fossem deles, e agora a oposição exige um documento atribuindo a seus parlamentares a paternidade dos veículos.


O líder disse que o governo reconhece terem as emendas ao orçamento, com dotação para a compra das ambulâncias, sido feitas por oposicionistas, mas que juristas consultados desaconselharam a emissão de um documento. "Poderia parecer um jogo de influência ou caracterizar uma tentativa de compra de votos", explicou Waldenor.



UTI nela

Data: 21/07/2010
02:00:55

A propósito do tema acima tratado, o vereador João Honorato, do PSDB de Casa Nova, saiu com mais uma de suas tiradas: "A oposição está tão mal que precisa de ambulância".


Explique-se: Honorato é tucano, mas vota em Jaques Wagner.



Plantel escasso

Data: 21/07/2010
01:59:26

O líder Waldenor estava ferino. Contou que o Ministério Público solicitou à Assembleia a indicação de dois deputados para integrar um comitê interinstitucional sobre segurança pública. Como a bancada do governo encaminhou o nome de Yulo Oiticica (PT), Waldenor propôs ao oposicionista Heraldo Rocha o nome de João Carlos Bacelar (PTN), como membro da comissão específica da Casa.


Disposto a preservar os interesses do DEM e do candidato Paulo Souto nessas relações, Heraldo recusou prontamente: "Não, não, porque ele vota em Geddel". Ia entrando no plenário Gildásio Penedo (DEM), e Waldenor sugeriu-o. Nova negativa de Heraldo: "Não, esse vota em Otto". O encargo terminou sobrando para Clóvis Ferraz (DEM).



Prefeito questiona líder

Data: 21/07/2010
01:54:09

Como único dos quatro líderes que não assinou a dispensa de formalidades para apreciação do projeto que atualiza os limites intermunicipais da Bahia, o deputado Heraldo Rocha foi abordado por prefeitos ao sair do plenário logo após o fim da sessão. Tito Eugênio (PMDB), de Riacho de Santana, questionou a postura da oposição quanto a um projeto que, segundo disse, todos apoiavam.


Heraldo reiterou sua concordância, como a de outros deputados de seu partido, com a aprovação do projeto, mas ressalvou que a Assembleia "é uma Casa política" e que a bancada, a qual ele tem de ouvir, tomou a deliberação de só aprovar os projetos "em bloco".


Outro cidadão, que disse ser prefeito e não quis revelar de onde, também questionou Heraldo: "A bancada não aceita votar isoladamente o projeto dos limites", insistiu o deputado, completando: "O governo não tem maioria, então não pode impor nada".

 

Indagado sobre outro projeto da pauta, o do fim da tarifa-assinatura das contas de telefone, de autoria do deputado Álvaro Gomes (PCdoB) e que foi aprovado por unanimidade em primeiro turno, Heraldo atacou: "Demagogia barata e palanque eleitoral, além de inconstitucional".



Catu aponta perdas

Data: 21/07/2010
01:52:56

Presente à Assembleia para pressionar pela votação do projeto de atualização dos limites, a prefeita de Catu, Gilcina Carvalho (PR), queixava-se dos problemas sofridos pelo município com a atual demarcação territorial.


"Pojuca leva a parte mais produtiva dos royalties do petróleo e Catu perde R$ 1 milhão por mês. A arrecadação líquida atual é de R$ 3,5 milhões, insuficientes para atender às despesas com o funcionalismo, infraestrutura, educação, saúde e outros setores", disse Gilcina.



Plebiscito onde não houver consenso

Data: 21/07/2010
01:50:49

Nesse imbróglio das divisas entre os municípios, há aqueles que vão perder com a restauração dos limites praticados historicamente, antes da definição das novas linhas com uso do sistema GPS. Assim, há resistência contra o projeto de deputado João Bonfim (PDT), embora esse grupo seja minoria.


O impasse foi resolvido com o entendimento entre Bonfim e o presidente da União dos Municípios da Bahia, Roberto Maia (PMDB), prefeito de Bom Jesus da Lapa. O deputado conversou com o relator do projeto, Clóvis Ferraz (DEM), resultando na inclusão de uma emenda para a realização de plebiscito nos municípios onde não houver consenso.


Maia informou que a consulta abrangeria apenas as localidades, povoados e distritos envolvidos em conflitos territoriais, cujas populações decidiriam a que município pertenceriam. Nos casos de acordo entre prefeitos, a decisão seria homologada na Comissão de Assuntos Territoriais da Assembleia e comunicada ao Executivo para os efeitos legais.



Cálculos do PSL

Data: 21/07/2010
01:48:57

Alegando ser bom em cálculos eleitorais, o presidente regional do PSL, Toninho Olívio, contesta nota publicada neste blog dando conta de que seu partido, em coligação com o PSB, fará dois deputados estaduais.

 

"Serão três", afiançou, argumentando que, além da reeleição de Nelson Leal (PSL) e de Capitão Tadeu (PSB), a coligação garantirá mais uma cadeira com as votações esperadas para outros "candidatos fortes", como Emanoel Lima, Deraldo Damasceno e Sargento Isidório.



Turno e returno

Data: 21/07/2010
01:47:46

Nos bastidores políticos se comenta: apesar de bons amigos, Marcelo Nilo (PDT) e Ronaldo Carletto (PP) se envolverão em duas disputas em sequência.


A primeira é para ver quem terá mais votos em outubro, estimando-se como média para ambos a faixa dos 130 mil.


A segunda é pela presidência da Assembleia Legislativa, que, caso o governador Jaques Wagner se reeleja, Marcelo vai querer pela terceira vez.



Dobradinha

Data: 20/07/2010
23:28:35

Candidato à reeleição em dobradinha com Luiz de Deus (DEM), que sai para federal, o deputado Elmar Nascimento (PR) fechou importantes apoios esta semana. Votarão com a dupla os prefeitos de Paulo Afonso, Anilton Bastos (DEM) e Uauá, Jorge Lobo (PRTB). Em Casa Nova, contarão com a ex-prefeita Dagmar Nogueira (DEM).



Geddel diz que não influi na gestão do prefeito

Data: 19/07/2010
19:33:24

O deputado Geddel Vieira Lima, candidato do PMDB ao governo do Estado, não quis vincular sua sorte eleitoral ao desempenho do correligionário João Henrique, prefeito de Salvador. "João Henrique é do PMDB, teve meu apoio para se eleger, mas ele é João Henrique. Tem sua forma de gerenciar. Coisas que ele faz de uma forma que eu não faria".


Geddel abordou o assunto ao ser provocado, em entrevista coletiva, por uma jornalista que lhe pediu uma "avaliação da Prefeitura", e identificou prontamente o alvo: "Essa pergunta evidentemente traz embutida, e é natural, uma tentativa de vincular eventuais fracassos da Prefeitura de Salvador a minha candidatura, a gestão de João Henrique à minha candidatura".


Entendendo que a cultura política no Brasil não propiciou partidos que sejam reconhecidos pelo modo de administrar, o deputado disse que o titular do cargo executivo prevalece nesses momentos. Dessa forma, quanto ao prefeito, "é ele o responsável pelos bônus e pelos ônus de sua administração".



Administração tem ''equívocos e acertos''

Data: 19/07/2010
19:31:31

O candidato definiu sua participação na gestão municipal como a de "peemedebista e cidadão de Salvador que, como ministro da Integração Nacional, atendeu às demandas da Prefeitura e liberou para a cidade um volume substancial de recursos" - para obras de encostas, de drenagem e de macrodrenagem que fizeram a cidade "suportar com dignidade" as fortes chuvas.


Geddel disse que "a administração de Salvador tem equívocos e acertos", e que isso lhe traz vantagens e desvantagens, já que é seu partido, arrematando: "Mas, na essência, o sucesso ou o fracasso é de João Henrique, que é quem dá norte à sua administração".



Candidato confia na campanha para ir ao segundo turno

Data: 19/07/2010
19:28:05

Mesmo concordando com os dados das pesquisas eleitorais que o colocam em terceiro lugar, inclusive a que seu próprio partido fez para consumo interno há 15 dias, Geddel tem convicção de que está em crescimento e de que alcançará, nos dois meses e meio que faltam para a eleição, os votos necessários a passar ao segundo turno.


Quando indagado se na pesquisa do PMDB "rompeu a barreira dos 10%", respondeu afirmativamente e completou: "Com vigor". Ele disse que, apesar do "movimento ascendente" que seu nome estaria tendo, os números ainda "refletem o padrão de conhecimento do candidato", revelado em 52% das entrevistas, enquanto seus principais adversários "passam de 90%" nesse quesito.


Geddel atribui a desvantagem ao fato de Jaques Wagner e Paulo Souto terem estado em grande evidência nos últimos anos. "Souto disputou cinco eleições majoritárias, foi duas vezes governador, foi senador. Wagner disputou três eleições e é o governador", lembrou o candidato, esperançoso de avançar ao longo da campanha, especialmente no horário eleitoral na TV.



Pesquisas não são causa de estresse

Data: 19/07/2010
19:26:19

Citando informações que leu no blog do jornalista Fernando Rodrigues, Geddel disse que em praticamente todos os Estados, em eleições nos últimos dez anos, sempre houve discrepância entre as pesquisas no atual período e o resultado das urnas, sendo a Bahia um exemplo, pois "em julho de 2006 Paulo Souto tinha 56% e Jaques Wagner, 12%".


Para Geddel, "no início e no decorrer do processo eleitoral, pesquisa só serve para três finalidades: a mídia ficar nos fazendo perguntas sobre o que achamos, as lideranças volúveis tomarem suas decisões e, eventualmente, um ou outro financiador de campanha se orientar".


O deputado revelou ter ouvido do publicitário João Santana, hoje trabalhando para a campanha presidencial de Dilma Rousseff, uma observação quando apoiou a reeleição do prefeito João Henrique: "Desta vez você apostou errado. Com 64% de rejeição, João Henrique é inelegível". Ele brinca com o publicitário cada vez que o encontra, e sobre pesquisa assegura: "Não me estresso". 



Voto majoritário estaria ''mais autônomo''

Data: 19/07/2010
19:24:51

Outra coisa que parece não estressar o candidato é ter perdido algum grupo político no interior para outras candidaturas. "Estou confortável com as lideranças que me apoiam", afirmou, argumentando que esses correligionários são importantes para que os candidatos levem sua mensagem, mas não são, por si sós, determinantes da vitória.


"O voto majoritário hoje é mais autônomo, mais livre. Um exemplo claro ocorreu em Xique-Xique em 2006, quando três grupos políticos fortes, um deles o do deputado Reinaldo Braga, se uniram para votar em Paulo Souto. No entanto, foi Wagner o vencedor no município", disse Geddel.



Deputado acha ''nocivo'' contrato da Fonte Nova

Data: 19/07/2010
19:20:52

O contrato entre o governo e do Estado e o Consórcio OAS-Odebrecht para a construção da arena da Fonte Nova foi duramente atacado pelo deputado Geddel, que o tachou de "nocivo aos cofres públicos baianos", embora, "evidentemente", não vá desconsiderá-lo.


Para Geddel, é "absolutamente incompreensível um contrato de risco" em que o Estado toma um empréstimo para a iniciativa privada construir uma obra cuja previsão de lucro é de R$ 23 milhões, comprometendo-se, se não for alcançado, a completá-lo com dinheiro público.


Ademais, será garantido ao consórcio um aporte de R$ 100 milhões por ano durante os 16 anos da concessão para a manutenção do estádio. "Eu confesso que não é sentimento que goste de cultivar, mas sinto uma pontinha de inveja por não ser empresário nessa hora".


Observou ainda que Pituaçu carece de um projeto específico, com parque atlético, ginásio e piscina olímpica, para não virar "um elefante branco" depois de o Estado ter gasto R$ 60 milhões na sua reconstrução, já que o contrato obriga Bahia e Vitória a fazerem seus jogos na Fonte Nova.



Alto índice de professores sem curso superior

Data: 19/07/2010
19:19:11

O governo e o governador sofreram muitas outras estocadas do adversário, que, afinal, está em campanha. Geddel, além de ter criticado a condução do projeto da Fonte Nova, atacou a segurança pública e fez restrições à educação.


Sobre o estádio, ainda lembrou que "lá atrás Wagner investiu R$ 3 milhões e disse que estava apto para jogos. Depois veio o acidente que matou aquelas pessoas, foi um deus-nos-acuda e foi necessário investir R$ 60 milhões em Pituaçu sem licitação".


Apontou a deficiência de gestão como causa fundamental dos problemas de segurança e disse que só isso explica foto de recente edição de A Tarde "com 400 motocicletas paradas por falta de emplacamento e de motociclistas".


Quanto à educação, disse que a principal bandeira do governo, o programa de alfabetização Topa, apenas consegue que os alunos assinem o nome e leiam ou escrevam pequenas frases, permanecendo "analfabetos funcionais", aqueles que são incapazes de compreender um texto. A Bahia teria também 101 mil professores do ensino médio sem curso superior, o maior índice do Brasil.



Lula preferiu candidata mais nova no PT

Data: 19/07/2010
19:16:28

O candidato do PMDB disse que vai, com sua "clareza, objetividade e transparência", praticar, se for o caso, um "sincerocídio" na campanha, ressalvando que isso não é agressividade nem beligerância. "Eu digo o que penso", afiançou.


Pelo visto, começou hoje mesmo, pois, ao desdenhar do valor dos 32 anos de amizade do governador Jaques Wagner com o presidente Lula e de seus 30 anos de PT, observou: "Quando Lula escolheu a candidata, preferiu alguém que tem somente nove anos no partido".


O tema dos anos da amizade Lula-Wagner já havia vindo à baila antes, quando Geddel afirmou que a falta de competência do governo impediu que a Bahia viabilizasse projetos, perdendo o protagonismo econômico que tinha no Nordeste, pois caiu de 37% para 30% a participação no PIB regional. 




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