Salvador, 19 de janeiro de 2019

Empresários querem dourar a pílula

Data: 23/12/2015
10:24:54

O empresariado baiano – informou-se recentemente – está preocupado com a má fama que a classe definitivamente agregou ao que já possuía de  negativo por ser vista, com toda naturalidade, como a parte privilegiada nas relações econômicas com o consumidor.

Dirigentes de suas entidades resolveram contratar prestigiada agência de propaganda, pelo que se presume que o custo não será baixo, para recompor a imagem do segmento, nacionalmente abalada pela imersão no esquema de corrupção da Petrobras e outros mais.

O quadro remete à cena “perdida” da declaração de Rubens Ricupero no célebre vazamento de conversa informal por antena parabólica, uma novidade nos idos de 1994, vilão tecnológico que lhe custou o cargo de ministro da Fazenda do governo Fernando Henrique Cardoso.

Quando o interlocutor Carlos Monforte, seu contraparente, ambos instalados em cadeiras de espera de algum programa, pergunta se os empresários não poderiam ser chamados a uma colaboração com a economia do país, Ricupero responde secamente: “É tudo bandido”.



Deputado reformula Ciência Política

Data: 23/12/2015
10:20:41

Quando viu que parlamentares de orientações diversas manifestavam-se na Assembleia Legislativa por um esforço no sentido de salvar a Chapada Diamantina, que há cerca de 40 dias vem sendo consumida pelo fogo, o deputado Rosemberg Pinto (PT) aproveitou para lançar nova teoria em Ciência Política.

Disse ele: “Este é um papel significativo do parlamento, debater as questões do Estado independentemente dessa dicotomia, que na minha opinião está superada na política brasileira, de governo e de oposição”.

E, para não deixar dúvida: “Temos de compreender que esse processo de governo e de oposição, essa divisão posta nas casas legislativas, está superada”.



Liderança: uma função que fortalece o partido

Data: 21/12/2015
23:42:56

Inconformado com a decisão da maioria de seus pares no Supremo Tribunal Federal de proibir a apresentação de chapas avulsas para a formação da comissão processante do impeachment, o ministro Gilmar Mendes entende que, dessa forma, a escolha dos membros “cabe a uma oligarquia”.

Referia-se, claro, aos líderes de partidos e blocos parlamentares, que são eleitos por suas próprias bancadas para representá-las numa série de atribuições, até, em certos casos, o voto em plenário. Essa prerrogativa, no entanto, não é um privilégio, mas uma norma que fortalece os partidos, como convém numa democracia.

Nestes tempos em que ministros do Supremo não se furtam de expor-se publicamente como defensores ostensivos de facções políticas, não custa lembrar, como acaba de se ver no PMDB, que líderes não exercem função vitalícia, podendo ser destituídos se não corresponderem ao anseio dos seus representados.



Letra regimental

Data: 21/12/2015
23:41:34

A propósito, o inciso VI do artigo 10º do Regimento da Câmara dos Deputados confere ao líder o direito de “indicar à Mesa os membros da bancada para compor as comissões e, a qualquer tempo, substituí-los”.



Falta pegada

Data: 21/12/2015
23:40:50

Tem sido fato muito comum, no Brasil, políticos e empresários acusados de alguma coisa nada dizerem, sob a alegação de que precisam “conhecer os termos da denúncia”, como acaba de acontecer com o deputado Mário Negromonte Júnior (PP).

Essa postura, no entanto, mais contribui para levantar suspeitas, porque de alguém que não tem absolutamente culpa nenhuma em certo episódio se espera que repudie de imediato, com clareza e veemência, qualquer tentativa de incriminação. O que jamais acontece.



Cuidado com as más companhias

Data: 21/12/2015
23:39:00

A presidente Dilma Rousseff começa a circular pelo país em busca de apoio popular. E o faz na hora certa, porque as pesquisas apontam uma diminuição em sua impopularidade ao mesmo tempo em que fica mais distante a possibilidade de impeachment.

As camadas mais humildes da população a enxergam como uma vítima de Eduardo Cunha, esse, sim, a personalidade mais odiada do momento, fora o fato de que, afinal, a presidente aparece como honesta, como alguém que não se beneficiou diretamente da corrupção no governo.

Agora, uma sugestão: que ela não viaje com Lula, porque, nesse particular, as coisas estão invertidas. O ex-presidente não é mais cabo eleitoral para ninguém. Ao contrário, sua presença pode resultar nas vaias de que tanto Dilma precisa fugir neste período.



Nilo alimenta dúvida sobre adversário de Neto

Data: 21/12/2015
23:37:28

A incerteza do governo do Estado em relação à eleição de prefeito de Salvador, para a qual faltam pouco mais de dez meses, foi traduzida por um de seus maiores aliados – o deputado Marcelo Nilo –, em recente encontro com jornalistas.

A conversa começou quando o presidente da Assembleia Legislativa foi indagado sobre a possibilidade de reeleição do prefeito ACM Neto, tendo respondido que, pela pesquisa do Babesp, instituto a ele ligado, Neto “é o favorito”.

Essa situação, para ele, é fruto de o prefeito não estar enfrentando uma oposição forte. “Há bons vereadores, como Waldir Pires e Edvaldo Brito, mas o prefeito está jogando solto”.

Com a vantagem de ter sucedido João Henrique, que teve uma administração fraca, Neto, segundo Nilo, “deu um aumento enorme no IPTU e as duas classes que mais sofreram, a A e a B, aprovam ele, porque foi competente, produziu bons frutos”.

Sua predileção pessoal para a disputa seria o deputado Antonio Brito (PTB), mas logo fez a ressalva de que Brito não pode postular por ter transferido para Jequié seu domicílio eleitoral.

No PT, o deputado só vê o nome do senador Walter Pinheiro, que preencheria as condições para competir “porque tem um projeto e foi candidato”. Entretanto, ele apoiará o candidato do governador Rui Costa, que já tem ideia de quem seja, embora não quisesse revelar.

“Temos de trabalhar para ter o segundo turno”, sugeriu como estratégia, e nesse aspecto disse que o governo conta com candidatos capazes de um bom desempenho nas urnas, como a deputada Alice Portugal (PCdoB), a senadora Lídice da Mata (PSB) e o deputado Sargento Isidório (PROS).

Questionado sobre a aparente contradição entre o governador ter uma preferência e haver tantos postulantes na base, respondeu que o candidato será o que estiver mais forte.

“E se for Isidório?” – quis saber um repórter. “Paciência, a gente apoia”, devolveu, acrescentando que se trata do “maior marqueteiro” que conhece e que terá pelo menos 10% de intenções de voto.



Dilma e Cunha: alternância no vaivém do “poder”

Data: 20/12/2015
17:24:58

O escândalo de corrupção na Petrobras, revelado mais de um ano e meio atrás, em maio de 2014, com a Operação Lava-Jato, conferiu à política brasileira neste período um caráter verdadeiramente pendular.

Na fase inicial, a presidente Dilma foi mantida longe da questão, apesar de poder ser tecnicamente responsabilizada, por ter sido presidente do Conselho Deliberativo da empresa estatal e ministra das Minas e Energia na época em que se implantou o “esquema”.

Empenhada, visando à reeleição, em atenuar o desgaste sofrido com as manifestações populares de junho do ano anterior, Dilma atravessou o período a duras penas, e a vitória fácil antes prevista transformou-se em disputa apertada, de ínfima diferença.

Paradoxalmente, com o avanço da investigação policial e o envolvimento cada vez maior de ministros e parlamentares governistas, a reeleição não pôde nem ser comemorada – instalou-se uma ressaca de tal monta que a oposição levantou a tese de nulidade do pleito – o “terceiro turno” denunciado pelos petistas.



Deputado balançou ao primeiro vento forte

Data: 20/12/2015
17:23:28

A situação da presidente se agravou quando a nação constatou que ela, que prometera “fazer o diabo” para vencer, o havia feito mesmo, promovendo uma gastança exorbitante e outras medidas na área econômica que levaram ao déficit fiscal, com todas as consequências que conhecemos.

Reempossada, Dilma foi levada às cordas com a vitória de Eduardo Cunha para presidente da Câmara, cargo-chave do acolhimento do impeachment, que se delineou a galope: a votação-relâmpago de velhas contas presidenciais abria caminho para a apreciação das de seu governo – eivadas, diziam, de “crimes de responsabilidade”.

Em 12/02/15, na matéria “Cunha em ação: o futuro está nas mãos do destino”, Por Escrito dizia que, “a menos que se prove escandalosamente alguma coisa contra ele, (...) Eduardo Cunha continuará uma carreira em ascensão que pode resultar até na tão aguardada candidatura do PMDB à presidência da República”.

Bons tempos aqueles, mas já no mês seguinte o pêndulo começava a movimentar-se a favor de Dilma. A Lava-Jato produziu uma lista de 50 deputados e senadores sob investigação, entre eles o próprio Cunha, que continuou a cruzada cassatória, embora acompanhado da dúvida sobre sua legitimidade para autorizar o processo contra a presidente.



Renan saca de sua espada de luz

Data: 20/12/2015
17:20:46

O cenário prosseguiu indefinido até que, em julho, a denúncia de um lobista de que Cunha recebera propina de 5 milhões de dólares azedou de vez o presidente da Câmara, que se declarou de oposição e, entre outras medidas de retaliação, acatou a criação da CPI da Petrobras, à qual iria voluntariamente enredar-se ao dizer que não possuía contas no exterior.

Seguiu-se aquele vergonhoso período em que Dilma e Cunha escoravam-se um no outro, prolongando-se a burla por meses, durante os quais ele ia arquivando pedidos de impeachment e o governo, disfarçadamente, procurando preservá-lo do Conselho de Ética, tarefa primordial do próprio Cunha, no uso sem pudor de prerrogativas do cargo.

O enfraquecimento de Cunha – atestado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal – pesa a favor de Dilma, embora não chegue ao fim o exercício de procrastinação para ambos os lados, como comprovam os recessos do Legislativo e do Judiciário. O cenário, agora, é francamente favorável à presidente.

O processo foi “admitido” no Conselho de Ética, as artimanhas sobre a comissão processante foram refreadas pelo Supremo e, por outro lado, o presidente do Senado, Renan Calheiros, um dilmista de horas alternadas, que acaba de ter quebrados os sigilos fiscal e telefônico, não vê “franja” de motivo para o impeachment.



Presidente pode pensar na roupa da “posse”

Data: 20/12/2015
17:17:22

Não é surpresa o desenrolar de episódios. Vimos tratando dessa “tendência”, em textos diversos, aqui por ordem cronológica: “Tudo muda com Cunha na corda bamba” (dia 10/10); “Dilma sobe ao palco para contra-atacar” (dia 21/10).

E mais adiante: “Espasmo de Cunha não derruba Dilma (02/12); “Cunha não pode cair depois de Dilma” (09/12); “’Establishment’ se volta para segurar Dilma” (15/12). O caminho parece traçado. A ponto de a presidente, sem prudência, retomar a política econômica que lhe trouxe o caos, consubstanciada na substituição do ministro da Fazenda.

Chega a ser risível que, como gota que transbordou o copo para a saída de Joaquim Levy, seja apontada a discordância com Nelson Barbosa sobre a meta fiscal, que o primeiro queria em 0,7% do PIB e o segundo a terá em 0,7%.

Levando-se em conta os números de 2014, que serão maiores que os do corrente ano e, segundo a “expectativa do mercado”, também  que os do próximo, a “diferença” que “derrubou” Levy é de R$ 11 bilhões, uma bagatela que alguns privilegiados poderiam suprir por mero patriotismo.

Em outras palavras, Dilma está jogando solta. Vê-se que um acordo está em pleno vigor, sendo mesmo de crer-se que uma hipotética aceitação do pedido de impeachment caia já em primeira instância no Senado. Isso, claro, a depender do que vier acontecer ao “novo” investigado Renan Calheiros.



Uma “interpretação” razoável do Supremo

Data: 18/12/2015
17:07:24

Diz, sobre o impeachment, o artigo 86 da Constituição: “Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”. E mais nada.

Daí pode-se estranhar a “interpretação” dada pelo STF à questão, atribuindo ao Senado a prerrogativa de arquivar por maioria simples um eventual processo de impeachment votado pela Câmara. Entretanto, esse é um acessório razoável, apesar de inócuo, que não precisa ser repudiado por um lado nem festejado por outro.

Quem tem maioria de senadores para arquivar o processo terá 27 – um terço do plenário – para rejeitar a condenação presidencial. Ou, ao contrário, para ficar claro, se os pró-impeachment não tiverem maioria simples para garantir o processo, muito menos terão dois terços para tirar a presidente do cargo.

O Supremo, pela maioria de juízes que assim entenderam, declarou que quem pode o mais pode o menos. Se o Senado, transformado em corte política, acha que não deve julgar, abre mão, por convicção própria, de um direito. Diante do tempo que já se perdeu e na atual disponibilidade de quadros para o exercício do poder, ganha o Brasil.



Justiça pelo amor de Deus!

Data: 18/12/2015
17:04:51

Nestas circunstâncias da vida nacional, é inadmissível entrarem em recesso os Poderes Legislativo e Judiciário.

O Congresso poderia evitar a pasmaceira fazendo convocação extraordinária ou deixando rolar a sessão legislativa.

O Supremo Tribunal Federal deveria, por decisão unânime de seus ministros, dar à sociedade este presente e convocar-se a si mesmo, acima de eventuais regimentos e até da Constituição, que lhe cabe “interpretar”.

Mas chega de atos de grandeza.



Isto se chama calendário elástico

Data: 18/12/2015
17:03:56

Nunca antes na história deste país o Natal e o Carnaval estiveram tão distantes. O Brasil jurídico-institucional fecha amanhã, 19 de dezembro, e só retorna sonolento ao escritório, de fato, em 15 de fevereiro.



Zero à esquerda

Data: 18/12/2015
17:03:10

Como estudante de Engenharia que diz ter sido, o ministro Jaques Wagner deve conhecer o significado da expressão que intitula esta nota, à qual corresponde seu desempenho como articulador do governo.

O respiro que a presidente Dilma consegue neste momento se deve a vários fatores, como a posição do presidente do Senado, Renan Calheiros, já bem antiga, as crescentes complicações de Eduardo Cunha, com quem Wagner quis negociar, as decisões do STF e a reviravolta na liderança do PMDB.



Aptidão forçada

Data: 18/12/2015
17:02:19

Para ser ministro da Fazenda, como se especula, Wagner terá de mudar seu currículo para “ex-estudante de Economia”.



Vocês dois não valem nada

Data: 18/12/2015
17:00:43

Na guerra aberta com o vice-presidente da República, Michel Temer, o senador Renan está tão tranquilo que bate até no PT, partido da presidente que ele quer salvar do impeachment. “Michel inverteu os sinais, repetiu o PT naquilo que tem de pior”, declarou, sem a menor cerimônia.



Cuba ainda aborrece EUA

Data: 18/12/2015
16:59:57

Nos últimos 50 anos, os Estados Unidos, em muitos momentos, elegeram Cuba como grande inimigo, o que, embora seja um disparate, não chega a surpreender do ponto de vista atual, uma vez que a Venezuela agora ocupa o lugar daquela que se convencionou chamar por aqui de “ilha caribenha”.

Em todo esse tempo, “nossos irmãos do Norte”, como nas crônicas da década de 70, em jornais locais, os definia João Ubaldo Ribeiro, foram incorporando inimigos de verdade pelo mundo, a ponto de hoje, poderosos como são, viverem aos sobressaltos e restrições com tudo de ruim que imaginam lhes vai acontecer.

Razões que certamente se tornarão mais claras com o correr da História levaram o presidente Barack Obama a manifestar desejo de visitar Havana, quem sabe até para um encontro, que faria tremelicar o mundo, com Fidel Castro. Mas adiantou: tem a pretensão de ver Cuba “em nova direção”.

Não foi o presidente Raúl Castro, não foi o chanceler Bruno Rodríguez. A resposta cubana veio, por assim dizer, do terceiro escalão, pela assessora para assuntos norte-americanos, Josefina Vidal, que disse o óbvio: Cuba jamais negociou, para melhorar relações com os Estados Unidos, temas como os que, agora, sugere Obama.

Conclui-se disso que o presidente dos Estados Unidos chegou, na questão cubana, ao limite, contudo muito avançado. De agora em diante, será apenas outro George Washington e seus sucessores. E vai cuidar, de fato, do imperialismo branco que seu país impõe – ou tenta – em todos os quadrantes do planeta.



Inversão do negativo

Data: 18/12/2015
16:57:26

Lula aparece à esquerda de Fidel na foto da Wikipedia.



Mulher inspira a liberdade do marido

Data: 18/12/2015
16:56:36

Nos bastidores da internet não é segredo: a ida, há cerca de dez dias, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a Curitiba, onde está o núcleo da Operação Lava-Jato, resultaria em benefício para o senador Delcídio Amaral.

A providência teria sido inspirada pela mulher do senador, de nome Maika, disposta a entornar mais um tacho de caldo fervente sobre a República, levando o governo, sabiamente, a abafar a delação premiada que o senador queria fazer.

O primeiro efeito foi a transferência de Delcídio – obra do ministro Teori Zavascki – da desconfortável carceragem da Polícia Federal para um quartel onde, quem sabe, poderá até praticar esportes ao ar livre.

Mas o melhor está por vir. Com o recesso do Judiciário a partir de domingo, responderá solitariamente pelo Supremo Tribunal Federal seu presidente,. Ricardo Lewandowski. E justamente nesse período a defesa de Delcídio entrará com pedido de habeas corpus.



O certo pelo duvidoso

Data: 17/12/2015
15:38:14

“Fiquei chateado”, admitiu o deputado Marcelo Nilo com a opção do então governador Jaques Wagner por João Leão para vice de Rui Costa sem avisá-lo, já que concorria ao cargo.

E isso depois de Nilo ter recusado oferta do prefeito ACM Neto de sair para o Senado e escolher entre Paulo Souto e Geddel Vieira Lima o candidato a governador.



Seleção natural

Data: 17/12/2015
15:37:19

O deputado Marcelo Nilo registrou nova categoria na política baiana: “Eu, Leonelli e Lídice somos os únicos anticarlistas não petistas que não foram para ACM Neto”.

Obviamente, fez exceção nominal para Geddel Vieira Lima e Jutahy Júnior.



Ói sua vida, Ralecab!

Data: 17/12/2015
15:36:28

O deputado federal de primeira viagem João Carlos Bacelar (PTN) recebeu sugestão deste blog, em abril, de até inverter seu nome, passando a chamar-se Oãoj Solrac Ralecab, para não ser confundido com o primo homônimo, na Câmara há muitos mandatos.

Não considerou, preferiu ficar sendo apenas Bacelar, taí o resultado: perde tempo e prestígio com a confusão que se faz nas “redes sociais”, pois foi o outro quem votou no Conselho de Ética a favor de Eduardo Cunha. Ele, Ralecab – que nos permita –, nem mesmo faz parte do colegiado, mas acabou levando a fama porque, sem dúvida, tem mais visibilidade na mídia.

O pessoal tá indignado é com Ralecab, porque o primo dele, o “verdadeiro” João Carlos Bacelar (PR), de cognomes “Jonga” e “Joãozito”, embora ganhe eleições seguidas há anos e anos, ninguém o conhece.
 



Dois a zero no placar

Data: 17/12/2015
15:34:51

O tucano cristão-novo Antonio Imbassahy, que já tinha ficado à frente do grão-mestre regional Jutahy Júnior na disputa para deputado federal, acaba de superar novamente seu anfitrião no PSDB.

A diferença é que, agora, a eleição foi para a liderança da bancada na Câmara dos Deputados, o que evidentemente é uma espécie de sintonia fina na aferição de prestígio e competência.

O pessoal do PT não ganha nada com o resultado de 28 a 23 para Imbassahy. Diferentemente do que ocorre com líderes rotativos de outros partidos, ambos são a favor do impeachment da presidente Dilma.



Piratas audaciosos

Data: 17/12/2015
15:33:46

Informa-se que a página da Minoria na Assembleia Legislativa na internet foi atacada por hackers, num evidente desafio a um Poder constituído.

Se não for esclarecido o fato, com identificação e punição dos autores do crime, este blog se sentirá confortado por não ter dado resultado queixa à Polícia Civil de invasão semelhante sofrida nos meses de fevereiro e março, com grave prejuízo.



Nilo e Lídice disputarão vaga ao Senado

Data: 16/12/2015
18:14:34

Tudo indica que a Bahia viverá dentro de dois anos um embate entre o deputado Marcelo Nilo e a senadora Lídice da Mata por uma das vagas ao Senado na chapa do governador Rui Costa.

Nilo disse hoje, no almoço de fim de ano com jornalistas que cobrem a Assembleia Legislativa, que é candidato ao Senado e que disputará essa indicação no grupo da situação.

Lídice, cujo mandato de oito anos está na metade final, certamente quererá a reeleição. O cenário só teria uma solução tranquila se o senador Walter Pinheiro não viesse a fazer parte dessa confraria, ou por deixar o PT ou por ser rejeitado pelo PT, que tem à disposição a forte candidatura do ministro Jaques Wagner.

Na luta por 2018, Nilo leva a vantagem de, neste longo período desde o primeiro mandato de governador de Wagner, ter estado sempre no grupo, enquanto Lídice, que concorreu ao governo contra Rui Costa em 2014, levou um tempo afastada e até atacou duramente o PT na campanha.

O problema é que a lealdade e a amizade não costumam contar decisivamente nas costuras políticas, e tudo dependerá que como estiverem os postulantes e seus partidos na época da eleição.



Deputado espera “janela” ou liberação do TRE

Data: 16/12/2015
18:12:30

O deputado Nilo pôde ser o nome ao Senado em 2010 e, como alardeia desde muito tempo, não quis. Quatro anos depois, queria, mas, com uma única cadeira em disputa, não pôde deixar de dar seu apoio a Otto Alencar, com quem mantinha e mantém excelentes relações políticas.

Tão boas, aliás, que o PSD é uma das duas opções partidárias que está considerando, agora que está praticamente fora do PDT. Se o TRE, em decisão que está próxima, contrariar o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e liberar Nilo de sua filiação, ele terá até março de 2018 para escolher o novo destino.

Entretanto, caso o tribunal entenda que o deputado não tem justa causa para deixar o PDT, então ele terá de valer-se da “janela” criada por uma emenda constitucional que dará, a partir de sua promulgação, ainda não ocorrida, prazo de 30 dias para que qualquer parlamentar no país possa trocar de partido.



Otto garante apoio “em qualquer partido”

Data: 16/12/2015
18:11:07

A outra opção de Marcelo Nilo é o PSL, no qual desembarcaria com mais oito parlamentares, o que não seria possível no PSD. “Vocês já pensaram”, perguntou, “na chegada de nove deputados a um partido que já tem sete”.

Nilo referia-se aos conflitos de bases eleitorais que surgiriam, e mesmo sendo muito cuidadoso para não revelar nomes acabou dizendo, como exemplos, que Vítor Bonfim (PDT) e Reinaldo Braga (PR) disputam votos em suas regiões, respectivamente, com os pessedistas Ivana Bastos e Angelo Coronel.

Com relação à candidatura ao Senado, no entanto, não haverá problema. Segundo o presidente da Assembleia, o senador Otto lhe disse: “Pode ir para qualquer partido que você vai ter o meu apoio”.



Surpresa: PT quer sexto mandato de presidente

Data: 16/12/2015
18:09:06

Um repórter disse a Nilo que tinha “uma pergunta recorrente”, já feita em almoços anteriores. Quis saber se o deputado era novamente candidato a presidente da Assembleia, e todos ouviram uma resposta também recorrente, que inclui uma série de condições.

Primeiro, Nilo disputará a cadeira “se o povo quiser”, o que significava, em ano eleitoral, se ele fosse reconduzido à Assembleia. Como este ano não tem eleição, ele adiantou que aferirá a chancela popular pelas manifestações da imprensa.

O segundo fator é o apoio dos deputados, claro, pois, neste caso, são eles os eleitores. Mas isso o próprio presidente sabe que tem, como provam os últimos cinco pleitos. A condição final, que depois passou para primeiro lugar, seria sua vontade, mas isso todos nós sabemos que não lhe falta.

Só haveria uma forma de Marcelo Nilo desistir de novo mandato à frente do Legislativo, conforme afirmou: “Ter 100% de certeza de que serei candidato ao Senado na chapa do governo”. Do contrário, como tem “muitos apoios no governo e mais anda na oposição”, estaria disposto ao “sacrifício” de continuar presidente.

Foi aí que fez a revelação: “O PT já fechou comigo”. Os jornalistas tiveram uma reação de espanto, porque Nilo tem enfrentado a objeção petista em quase todas as eleições da Mesa, como na última, quando a bancada do PT deixou o plenário sem votar.

Um jornalista arriscou: “Até Rosemberg Pinto?” – referência ao parlamentar que mais fez resistência à reeleição de Nilo em 2015, até lançando uma candidatura retirada momentos antes do pleito. O presidente respondeu: “Principalmente Rosemberg”.

E continuou, informando que amanhã tomará café com Rosemberg, que é o líder do PT, o secretário de articulação Josias Gomes e o presidente do partido, Everaldo Anunciação, para tratar de assuntos que os unirão politicamente nos próximos tempos.

A explicação para a súbita reviravolta na visão que os, digamos, dois lados têm sobre essa questão é simples: “Se eu não for candidato, saem 20 da base, e vai ter briga. E a oposição me prefere a qualquer um do PT”.



Só resta o Supremo para fechar o circo

Data: 15/12/2015
15:57:55

Com a frieza e a autoconfiança de sempre, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, apareceu pouco depois da sessão do Conselho de Ética que decidiu, nesta manhã, pela continuidade do processo que o investiga por quebra do decoro, que pode lhe custar o mandato ou, pelo menos, o cargo.

“Confio na Justiça e vou provar minha inocência”, sintetizou, em certo momento da entrevista coletiva, sua posição, certamente acreditando na completa inocência – no outro sentido – de grandes contingentes da população, o que equivaleria a ter fé cega, também, no Papai Noel, cujo dia se aproxima.

Mas talvez não esteja tão longe da verdade, se é que esta pode frequentar ambiente tão hostil: a vitória por 11 a 9 pela tese da admissibilidade, empurrada a dura determinação pelo presidente da Comissão, José Carlos Araújo, terá contestação judicial, como o próprio “representado” adiantou.

A aceitação do relatório do deputado Marcos Rogério como sendo uma “continuidade” do que foi elaborado pelo relator destituído, Fausto Pinato, parece sem fundamento regimental, argumento reconhecido até por parlamentares que querem cassar Eduardo Cunha, mas veem na decisão de hoje vício de nulidade.

Os fatos, para os pouco otimistas, sinalizam para mais sessões inúteis do Conselho até que o assunto seja resolvido na sua fase inicial, de instauração do processo, devendo ser alcançada, como na inflação, a marca dos dois dígitos, já que o espetáculo de hoje foi o oitavo.

Há pela frente muitos pedidos de vista, contestações orais, questões de ordem e verificações de quórum, a menos que o Supremo Tribunal Federal, fazendo jus ao epíteto, decida que essa temporada circense de mais de um ano tem de se acabar.



Parlamentares estranham atos de Araújo

Data: 15/12/2015
15:55:24

Como mera especulação, este blog se referiu, em texto intitulado “Ação de Araújo é propícia à nulidade”, do dia 9, à possibilidade “interpretações em contrário” que se poderia ter sobre a real determinação do presidente do Conselho de Ética de levar adiante o processo de cassação do deputado Cunha.

Pois hoje deputados do colegiado levantaram objetivamente essa hipótese, dirigindo-se ao próprio Araújo. Um parlamentar estranhou que, para a primeira relatoria, tenha sido escolhido um deputado de forma claramente antirregimental. Outro receou que novos vícios tenham sido cometidos na sessão de hoje.

Araújo, que na sessão anterior, embora derrotado pela próprias gafes, havia tido um desempenho bem melhor que o de hoje, calou-se. Não respondeu efetivamente à grave acusação.



Repaginada

Data: 15/12/2015
15:53:45

Seria recomendável submeter Eduardo Cunha, também, a um Conselho de Estética
 



Pensamento do dia

Data: 15/12/2015
15:53:13

Cada um tem sua inveja.



Aniversário do AI-5 foi só coincidência

Data: 15/12/2015
15:52:43

Não cheguemos ao ponto de simbolismos extremos, como o que atribuiu a sinistra maquinação a escolha do último domingo para as manifestações pró-impeachment da presidente Dilma pelo fato de, naquela data, 13 de dezembro, há 47 anos, ter sido editado pelo regime militar o Ato Institucional nº 5.

O terrível AI-5 – que permitia, sem recurso judicial, a cassação de mandatos, a aposentadoria forçada, o fechamento das casas legislativas, o confisco de bens, a suspensão de direitos políticos e outras atrocidades.

Quem viveu aquela época tem convicção de que é incabível a relação com o presente, e é certo que ninguém, por enquanto, mesmo nessa oposição chinfrim que nos atormenta, pensaria em soluções tão radicais.



“Establishment” se volta para segurar Dilma

Data: 15/12/2015
15:51:16

A potencialização do fiasco que se viu domingo “em todo o Brasil”, como fazem questão de frisar as redes de TV “democráticas” que temos, é que deixa, agora, pouco espaço a essa turma que saiu às ruas no passado propondo Cunha contra Dilma.

Nessa vertigem de terremotos que nos afetam há não sei quantos meses ou anos, eis que Cunha não serve mais de símbolo, embora tenha sua valia como ferramenta. Falharam na avaliação os que acharam que a “sociedade” não enxergaria a burla.

A Rede Globo, que comanda a cantilena, pulou fora. Na edição do telejornal que mostrou as “manifestações”, dividiu a tela entre cenas antigas e atuais, para mostrar que “a participação caiu” – e drasticamente.



Agronegócio político

Data: 15/12/2015
15:50:03

O Brasil é o maior produtor mundial de golpistas de marca menor.



Deputados e jornalistas receberão troféus

Data: 14/12/2015
12:27:57

Será às 17 horas de hoje, na Assembleia Legislativa, a entrega dos troféus aos parlamentares mais destacados em 2015 e também aos jornalistas apontados como os que melhor cobriram a Casa.

No primeiro segmento estão os deputados Marcelo Nilo (PDT), Luciano Ribeiro (DEM), Pablo Barrozo (DEM), Hildécio Meireles (PMDB) e Alex da Piatã (PMDB).

Entre os representantes da imprensa, os prêmios vão para Levi Vasconcelos (A Tarde), Tasso Franco (Bahia Já) e Itamar Ribeiro (Rádio Sociedade de Feira de Santana).



Esclarecendo

Data: 14/12/2015
12:07:00

Por distração, foi cometido um erro na matéria abaixo, postada ontem. Em caso de admissão do processo pela Câmara, a presidente seria afastada por no máximo seis meses para o julgamento pelo Senado.

Se fosse condenada por pelo menos dois terços do plenário nesse período, perderia o mandato. Voltaria ao cargo se fosse absolvida dentro dos seis meses ou o se julgamento não fosse concluído nesse prazo.



Câmara e Senado, Casas desiguais

Data: 13/12/2015
15:42:26

O Supremo Tribunal Federal é o intérprete da Constituição, mas é também seu guardião, motivo pelo qual não poderá, quando o texto constitucional for claro, “interpretar” a carta magna ao sabor dos saberes jurídicos e eventuais interesses políticos de qualquer uma das excelências vitalícias ali postadas.

Caso, por maioria qualificada de dois terços, venha a ser admitido na Câmara o trâmite do impeachment, a carta magna determina que se faça o julgamento pelo Senado, onde serão necessários pelo menos 54 dos 81 votos para que Dilma seja afastada do poder, pelo prazo máximo de seis meses.

Se a presidente, durante essa fase, teria a desvantagem de estar fora do cargo, e assim, em tese, perder a maior capacidade de influenciar no resultado, por outro lado o Senado é uma Casa conservadora em relação à Câmara, e nele Dilma sempre teve, ao longo dos dois governos, base de apoio mais sólida.

 



Mídia quer vincular Dilma a Collor

Data: 13/12/2015
15:39:25

É despropositada a comparação entre o quadro atual e o de 23 anos atrás, quando o presidente Fernando Collor renunciou ante a iminência da destituição, em plena manifestação de votos no plenário do Senado, num processo que não precisou de “rito”, como se pretende agora.

O caso Collor foi, se é que se pode dizer assim, atípico. O presidente não tinha sustentação partidária e estava pessoalmente envolvido em ilícitos. Havia um desejo incontestável da esmagadora maioria da nação, quase em fúria, provada nas ruas, por sua queda, o que não é a situação de Dilma.

O desagrado com a presidente só é denso na opinião da mídia e nas pesquisas, que, como se sabe, são manipuladas e gozam, pelos sucessivos erros em outras circunstâncias, de baixa credibilidade – há uma relação umbilical entre elas e os meios de comunicação.




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